Em Londrina estudo avaliou gestão petista
O período abordado no estudo corresponde à gestão de Nedson Micheleti (PT), que se elegeu pela primeira vez em 2000 e alcançou a reeleição em 2004. No caso do petista, houve aumento nos impostos cobrados no último ano do primeiro mandato, subindo de R$ 397,78 por habitante nos três primeiros anos de sua gestão, em média, para R$ 427,90 no ano em que foi reeleito. Porém, houve redução nos gastos correntes (caiu de R$ 1.393,80 por habitante entre 2001 e 2003 para R$ 1.378,70 em 2004) e houve aumento nos investimentos de R$ 79,05 nos três primeiros anos do primeiro mandato para R$ 116,62 no ano da reeleição.
Já no segundo mandato, houve aumento de impostos novamente de R$ 429,57 de 2005 a 2007 para R$ 472,91 em 2008 - , mas também, mais gastos com despesas correntes e menor investimento. Nos três primeiros anos do primeiro mandato, Micheleti gastou R$ 1.390,69 por habitante para custear a máquina pública e R$ 1.634,18 no último ano.
Os investimentos caíram de R$ 58,59 por habitante nos três primeiros anos do segundo mandato para R$ 58,49 em 2008. Embora a diferença seja irrisória dentro da segunda gestão, os valores são visivelmente menores em relação à primeira gestão do petista.
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD), que diz não pensar em um segundo mandato a não ser que o partido queira, ressalta concorda com o estudo. Para ele, a possibilidade de reeleição faz com que o gestor administre pensando no continuísmo da gestão e não nas contas públicas. "Com isso, troca-se um plano de governo por um plano de poder", avalia.
Kireeff, entretanto, tentou, nos primeiros anos de sua gestão, aumentar o Imposto Sobre Serviços (ISS), a multa para devedores de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a Planta Genérica de Valores (PGV), usada como base de cálculo do tributo. Foi derrotado na Câmara de Londrina.
Agora, além de desistir de rever a PGV este ano, que teria validade para o ano que vem, também pretende ampliar a faixa de isenção do valor venal de imóveis isentos de IPTU. Ele nega, entretanto, planos com fins eleitorais para a mudança de ideia. "Isso tem a ver com a conjuntura econômica que o Brasil passa", justificou.
Apesar de não ser abordado no estudo, a diferença na gestão de políticos com possibilidade de reeleição também ecoa no Palácio do Planalto, em Brasília, e no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Tanto a presidente Dilma Rousseff (PT) quanto o governador Beto Richa (PSDB), no ano passado, exaltaram suas gestões como progressistas e saudáveis, no ano passado. Reeleitos, passaram a aplicar planos de austeridade com aumento de impostos e redução de investimentos para valer este ano. (L.F.W.)





