Em Jataizinho, cassação reuniu Câmara e Justiça
Em Jataizinho, cassação reuniu Câmara e Justiça Arquivo FolhaLuiz Sato: reação do Legislativo e da Justiça Da Redação O ex-prefeito de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) Luiz Sato (PFL) foi cassado pela Câmara de Vereadores em novembro do ano passado, acusado de improbidade administrativa. A decisão da Câmara foi unânime, com exceção do vereador Maurílio Martielho (PFL), que não compareceu à sessão. O ex-prefeito de Jataizinho não respondeu apenas perante à Câmara. Antes da decisão política, ele enfrentou a judicial, quando a juíza-substituta de Uraí, comarca à qual Jataizinho está subordinado, Denise Terezinha Correa de Melo Krueger, havia condenado Sato por fraude no manejo de uma verba destinada à construção de uma tubulação de esgoto. A sentença, em primeira instância, foi a perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos. De acordo com provas reunidas pela juíza, Sato havia desviado quando era vice-prefeito na gestão anterior R$ 115 mil destinados à obra para o Hospital São Camilo, único da cidade e do qual ele é sócio-proprietário. O ex-prefeito admitiu o desvio em depoimento à Justiça e alegou que o hospital estava em péssimas condições financeiras na época. Logo após a decisão judicial, em setembro do ano passado, Sato foi afastado do cargo, dando lugar ao vice Valério Remo Zanini (PDT). Mas antes que fosse cassado pela Câmara, enfrentou nova derrota na Justiça, quando a mesma juíza acatou ação civil pública proposta pelo promotor José Roberto Manchini, que o denunciou por improbidade administrativa. A ação referia-se à fraude em licitação para a construção de uma creche no município. A sentença foi proferida em 28 de outubro. Desde que iniciou todo o processo judicial e de cassação de mandato, Luiz Sato se recusa a dar entrevistas. A Folha tentou falar com ele novamente anteontem, mas foi informada por sua esposa, Rosália Sato, de que ele não quer falar sobre o assunto.





