"Em frangalhos", PSDB do PR renova quadros e rejuvenesce dirigentes
Partido busca reconstrução no Estado após desgaste com as prisões do ex-governador Beto Richa; deputado de 27 anos comanda a sigla
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quarta-feira, 08 de maio de 2019
Partido busca reconstrução no Estado após desgaste com as prisões do ex-governador Beto Richa; deputado de 27 anos comanda a sigla
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha 

Curitiba - Após um resultado considerado pífio nas eleições de 2018, o PSDB do Paraná optou por renovar seus quadros e "rejuvenescer" seus principais dirigentes. O deputado estadual Paulo Litro, de 27 anos, escolhido para comandar a sigla, em pleito nessa segunda-feira (6), diz que pretende atrair novas lideranças.
"O momento é de renovação; renovação de ideias, projetos e planejamento. O PSDB, é verdade, diminuiu na última eleição. Tinha 49 deputados federais e hoje tem 29. Mas mesmo assim continua grande. Então, é necessário fazer algumas reflexões. Nosso objetivo é formar um núcleo de comunicação voltado às redes sociais, para dialogar diretamente com a população paranaense, e fortalecer diretórios em todos os municípios", afirma, à FOLHA.
Antes dele, comandaram a legenda o ex-deputado federal Valdir Rossini, o atual presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, e o ex-governador Beto Richa, que se licenciou no ano passado, para disputar o Senado. Tanto Litro como Traiano admitem que as três prisões de Richa afetaram o partido. Apesar de não fazer parte mais do diretório, o ex-chefe do Executivo segue filiado.
"É inegável que a situação processual dele afetou. No entanto, entendemos que ele tem todo o direito de defesa, do contraditório e do devido processo legal. Não faz mais parte do diretório, mas, enquanto não houver condenações, faz parte do PSDB", comenta Litro. Para o parlamentar, a política mudou "e o PSDB também precisa mudar, se adequar à realidade", prossegue.
OXIGÊNIO
Traiano continua dirigente, porém, na vice-presidência. "Foi um entendimento que nós construímos. Eu já fui presidente por duas vezes, fui vice, e achei melhor dar oportunidade a outros, oxigenar o partido, dar uma nova roupagem, nova identidade", explica.
Segundo ele, a vida na política é cíclica. "O que acontece nesse momento não acontece amanhã. As eleições passadas foram atípicas. A população se rebelou contra um momento político. Agora, temos de aguardar o que vai ocorrer no País", opina.
"O partido hoje, temos de admitir, está em frangalhos. É uma realidade. Precisamos fazer um trabalho de reconstrução e motivação, tanto aqui como no interior. Temos boas lideranças no Paraná. Cito o caso do vice-prefeito de Curitiba, o Eduardo Pimentel, que é uma liderança fantástica", completa.
O presidente da Assembleia fala ainda de outros nomes que, de acordo com ele, são "expressivos no campo ético e moral", até para serem futuros presidentes da República. "Um exemplo é o caso do governador de São Paulo (João Dória)".
Além de Litro e Traiano, integram a chapa única eleita Marcelo Rangel, prefeito de Ponta Grossa, como secretário-geral; Beti Pavim, prefeita de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, como secretária do PSDB Mulher, e o ex-deputado federal Luiz Carlos Hauly. O londrinense vai presidir o ITV (Instituto Teotônio Vilela), que é o centro de estudos e formação política do PSDB.


