Curitiba - ''A vida política é uma barra pesada'', declarou ontem Waldyr Pugliesi (PMDB), deputado estadual e ex-presidente da sigla no Paraná. Na semana passada, ação da Polícia Federal (PF) deteve para depoimento um de seus funcionários, Elieuton Mayer, suspeito de participar de quadrilha especializada em contrabando, cuja rota passaria pelo Noroeste do Estado. Pugliesi repetiu que não tem envolvimento com o caso e que irá cooperar com as investigações.
Diante de um plenário atento, o político confirmou que pediu à direção da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná a exoneração de seu funcionário. ''Sempre me ative ao cumprimento da lei, nunca tive uma conta rejeitada na prefeitura (três vezes prefeito de Arapongas). Fui secretário estadual dos Transportes e diretor do Porto de Paranaguá e Antonina'', enumerou Pugliesi, afirmando não ter ligações com o crime investigado pela PF. A Operação Fractal deteve preventivamente 22 pessoas no Paraná (quatro policiais militares) e também foi realizada em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além de contrabando, a quadrilha mexia com jogos de azar. As duas ações criminosas, segundo a PF, estariam amparadas numa rede de corrupção e tráfico de influência, em que nome de políticos eram usados para coagir autoridades regionais a aderirem ao esquema. Na quinta-feira última, a PF vistoriou a sala do ex-funcionário atrás de provas para o inquérito. Eles levaram um notebook e papeis que estavam sobre a mesa.

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