Em desfile, Beto pede 'pacificação para reconstruir o País'
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quarta-feira, 07 de setembro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 


Curitiba - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pediu ontem que os paranaenses e brasileiros se unam para "reconstruir o País". Defensor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), o tucano conversou com a imprensa pouco antes de abrir o desfile militar na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, em Curitiba, em comemoração ao Dia da Independência. Ele chegou ao palco central às 9h10, com 40 minutos de atraso, e acompanhou o evento ao lado da esposa, Fernanda Richa, e de outras autoridades, como o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Roberto Vasconcelos.
"É um momento de profunda reflexão, no qual todos têm a oportunidade de demonstrar o seu patriotismo, o amor e o orgulho que têm pelo nosso País, e um momento especial, no qual todos os brasileiros devem fazer uma reflexão, todos devem pensar na união de esforços, em terminarmos com essa divisão no País hoje. Que todos possamos estar unidos na reconstrução do Brasil", afirmou.
Beto comentou ainda a intensificação das manifestações contrárias ao governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP). "Enquanto pacíficas, ordeiras e democráticas devem ser respeitadas por todos. Agora, manifestações violentas visando depredação, destruição e vandalismo serão reprimidas, porque é obrigação do Estado zelar pela ordem e pela paz", disse.
Também presente à solenidade, o prefeito da capital, Gustavo Fruet (PDT), falou que, com a saída de Dilma, a tendência é de haver um tensionamento da sociedade. "Enquanto não houver uma melhora na economia, que gere emprego, uma expectativa e uma confiança, nós vamos ver esse processo se intensificar e alguns setores, pelo que nós estamos vendo, também tendem a radicalizar, para ganhar visibilidade e provocar também esse debate", opinou.
Fruet garantiu, por outro lado, estar confiante de que o Brasil entrará num processo de crescimento. "Mesmo que leve pelo menos um ano (...), que se retome a confiança e, principalmente, o diálogo, respeitando as diferenças. A democracia chegou num ponto de muita indignação no Brasil e esse tensionamento não tem precedentes. Agora, [existe] toda a expectativa para que haja um avanço e alguns canais de convergência".
Em Curitiba, o desfile cívico-militar teve a participação de três escolas da rede municipal de ensino, de 12 colégios da rede pública estadual e de 18 entidades da sociedade civil, além de unidades do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, das polícias Militar e Civil e da Guarda Municipal.
LONDRINA
Em Londrina, movimentos simpatizantes à ex-presidente Dilma Rousseff foram à Avenida Leste-Oeste e interromperam o desfile de 7 de Setembro. Eles protestaram contra o impeachment da petista e gritaram palavras de ordem como o "Fora Temer". Parte do público vaiou os manifestantes, mas não houve incidentes.
Participaram do desfile alunos de 18 escolas municipais e duas estaduais, além das polícias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Tiro de Guerra e entidades.


