Em depoimento, Beto fica calado; Fernanda atribui responsabilidades a contador
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sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 

Curitiba O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) permaneceu calado durante todo o interrogatório prestado nessa sexta-feira (14) ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP (Ministério Público) Estadual, em Curitiba. Já a sua esposa, a ex-secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social Fernanda Richa (PSDB), responsabilizou o contador das empresas da família que conforme as investigações foram usadas para lavagem de dinheiro.
"O ex-governador preferiu silenciar, silenciou integralmente, e não quis sequer faze comentários sobre aspectos que lhe foram perguntados", resumiu o coordenador do Gaeco, o procurador Leonir Batisti. "A ex-secretária explicou que as eventuais responsabilidades das questões cabiam ao administrador das empresas da família, especificamente ao contador [Dirceu] Pupo [que também segue preso], em quem ela disse ter confiança. Portanto, ele que realizava todas as atividades na administração da sociedade", prosseguiu.
De acordo com Batisti, também foram interrogados hoje o ex-secretário de Assuntos Estratégicos Edson Casagrande e André Felipe Bandeira, irmão do empresário e advogado Túlio Bandeira. "O Casagrande mencionou algumas coisas que não vêm ao caso eu entrar aqui, até porque temos sigilo, mas ficou uma hora lá e mencionou situações inerentes aos contratos. O André Felipe também se manifestou, e a visão é de que ele estava fazendo coisas secundárias, com base no irmão, que o orientava", afirmou o procurador.
Último da lista de 15 investigados na Operação Radiopatrulha a se apresentar ao Gaeco, o empresário Joel Malucelli deve ser ouvido na segunda-feira (17). Ele estava em viagem fora do País e antecipou seu retorno. A investigação apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha Rural, executado durante a primeira gestão de Beto Richa. Como o caso está sob sigilo, Leonir Batisti alega que não pode detalhar as suspeitas que recaem sob cada um dos citados.


