Em defesa prévia, Ribeiro pede votação de CP em separado
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
O vice-prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (PSC), entregou sua defesa prévia na tarde de ontem na Câmara Municipal solicitando que a votação para abertura de Comissão Processante (CP), por conta de supostas irregularidades na Guarda Municipal (GM), fosse feita separadamente do prefeito Barbosa Neto (PDT). O pedido foi incluído na defesa porque o procurador-geral da Casa, Miguel Ângelo Garcia, afirmou há alguns dias, que o envio da defesa não excluiria a possibilidade de o vice-prefeito participar da votação da CP juntamente com o prefeito.
O advogado de Ribeiro, Guilherme Gonçalves, que formulou a defesa prévia, alegou que a votação em separado é um direito de toda pessoa eleita. ''Como são dois denunciados, pedimos para que a votação seja feita tanto para um quanto para o outro, e não para os dois na mesma votação. Fiz isso porque o Direito brasileiro exige que, para que uma pessoa seja investigada, existam indícios contra ela, e isso não ocorre com o vice'', explicou.
O vereador Joel Garcia (PTN), que entregou a denúncia na Câmara, pediu a exclusão do nome de Ribeiro do documento no dia marcado para a votação da CP pelo plenário, mas os vereadores não aprovaram o pedido e, por isso, a procuradoria da Casa solicitou a defesa do vice antes de a votação ocorrer.
Gonçalves ressaltou que ''não há problema algum em investigar o vice, já que ele não foi apontado como responsável pelas irregularidades da Guarda em nenhum dos relatórios feitos'' pela Comissão Especial de Inquérito (CEI), ''mas que mantê-lo na CP pode servir para atrapalhar na responsabilização dos reais responsáveis. ''Manter Ribeiro na denúncia só serve para disuadir o foco da investigação e atrapalhar todo o processo. Não vou permitir que ele seja usado como 'cordeiro de Deus' para tirar o pecado dos outros''.
A assessoria da Câmara afirmou que a defesa agora será enviada à procuradoria jurídica da Casa para ser analisada. Não existe prazo fixado para o parecer ser emitido, mas a assessoria salientou que isso deve ser feito até a próxima semana. A votação da CP da GM deve ocorrer já nas próximas sessões após o recesso, que termina dia 1º de agosto.


