Curitiba - Entre os candidatos a governador do Paraná presentes anteontem no debate da Rede Paranaense de Comunicação, Osmar Dias (PDT), Rubens Bueno (PPS), Flávio Arns (PT) e Luiz Felipe Bergmann (PSOL) se concentraram nos ataques ao governador licenciado Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição, e apontado como líder de votos nas pesquisas eleitorais. O candidato do PV, Melo Viana, a exemplo do que ocorreu no debate transmitido pela TV Bandeirantes dia 28 de agosto, apontou problemas no Estado e qualificou como ''iguais'' os planos de gestão dos ''chamados candidatos principais'', mas não fez críticas diretas ao governador licenciado.
O primeiro a atacar foi Rubens Bueno, ao ser questionado por Arns sobre o tema ''saneamento''. ''Primeiramente quero registrar aqui que eu quero governar o Paraná, e não transformar o Palácio Iguaçu na casa da minha família, muito menos na minha fazenda'', disparou o pepessista em referência a Requião e Osmar. Na réplica, o petista afirmou que em Pontal do Paraná e em Guaraqueçaba, por exemplo, ''não têm um metro de saneamento básico''. Rubens aproveitou, na tréplica, para comentar que Arns ''tem razão'' e que por isso ''muitos candidatos têm apartamento em Camboriú (Santa Catarina) e não frequentam as praias do Paraná''.
Melo Viana concentrou farpas ao adversário Arns e, assim como no debate anterior, criticou uma das empresas que doaram dinheiro à campanha eleitoral do petista, que segundo o candidato do PV pertenceria à ''máfia do lixo de São Paulo''.
Arns, que até então evitava bater de frente com Requião, adotou uma postura mais crítica, ainda que cordata. Antes das alfinetadas do petista, porém, Requião chegou a fazer elogios ao PT e deixou ''a pergunta aberta'' para que Arns falasse de suas propostas sobre o tema ''emprego''.
Bergmann, apesar de ter despertado a fúria do peemedebista ao mencionar o pedágio, também fez críticas aos outros candidatos, e concluiu, no último bloco do debate, que as ''briguinhas'' entre os demais presentes não eram ''de verdade'', já que depois das eleições eles administrariam juntos o Estado e ''para a elite''. Bergmann também criticou Rubens Bueno, ao afirmar que ''não podemos nos aliar com partidos corruptos''. ''PFL e PPS é uma bela coerência. Até porque somos dois partidos de oposição no Paraná'', respondeu o pepessista.
Contra o candidato do PMDB, Bergmann foi enfático ao comentar que ''enquanto se discute pedágio tem candidato que promete construir estrada paralela para acabar com o pedágio'', acrescentando que era ''mais uma proposta demagógica'' da atual gestão. Requião chegou a pedir direito de resposta, negado minutos depois pela assessoria jurídica do debate. Em outra oportunidade, Requião disse que a previsão é gastar R$ 200 milhões com obras que irão tornar acessíveis aos usuários vias já existentes. E enfatizou que entrou com 38 ações contra as concessionárias de pedágio. Em outro bloco, Requião aproveitou para explicar que suas promessas foram ''um pouco atrapalhadas por um juiz neoliberal''.
Participaram do debate apenas os candidatos que pertenciam a partidos ou coligações com representações na Câmara Federal. Ficaram de fora Antônio Roberto Forte (PSL), Jorge Martins (PRP), Ana Lúcia Pires (PRTB), Ivo Souza (PCO) e Luiz Adão Marques (PSDC).

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