Imagem ilustrativa da imagem Em debate, candidatos ao governo são cobrados sobre autonomia na gestão das universidades estaduais
| Foto: Gina Mardones



O tema foi trazido já na abertura do debate com os candidatos ao governo do Paraná pelo reitor da UEL, Sérgio Carvalho. "As universidades não têm nada a esconder, nossas contas estão abertas, nossos espaços estão abertos, o gabinete de qualquer reitoria está aberto e qualquer governador do estado não deve ter medo ou preocupação de andar pelo campus". Transparência e autonomia universitária têm sido temas inevitáveis e recorrentes pelo menos desde que o governo do Paraná e as universidades estaduais, especialmente UEL e UEM, travaram uma "queda de braço" e resistiram em aderir ao sistema de gestão de recursos humanos RH Paraná, o Meta4. A autonomia universitária foi questionada logo no início do debate pelos líderes sindicais e novamente pelos professores.

À reportagem João Arruda (MDB) afirmou que garantiria a autonomia das universidades já no planejamento orçamentário. "É preciso defender um orçamento e a gestão tem que ser centralizada através das decisões tomadas pela reitoria e corpo docente. E aquilo que não se gasta em um ano tem se que definir para se acumular para o ano seguinte, esta autonomia, previsão orçamentária e planejamento que nós queremos dar para as universidades do Paraná", afirma.

Já o candidato Ogier Buchi (PSL) lembrou o novo marco da Lei da Ciência, Tecnologia e Inovação de fevereiro deste ano. "Eu garantiria (a autonomia) porque existe o marco da Lei da Ciência e Inovação e com essa lei que foi recentemente promulgada as universidade, cada vez mais, poderão desenvolver a sua atividade de ensino e pesquisa e poderão se relacionar com a iniciativa privada. Eu insisto, a universidade não é uma relação de custo do estado, é investimento e este investimento pode ser recuperado na medida em que a universidade possa se relacionar com a iniciativa privada e vender os seus projetos", afirma.

O candidato do PT, Dr. Rosinha, afirmou também ser um grande defensor da autonomia das universidades sobre a sua gestão de recursos mas a partir de um amplo debate.

"Eu faço a defesa da autonomia universitária. Qualquer política que a universidade vai desenvolver eu entendo que seria importante ela fazer um debate com o governo e eu pretendo fazer isso e também com a área onde ela está inserida, o território. Eu pretendo, respeitando toda a autonomia universitária, fazer debates de políticas públicas e construir estas políticas de inclusão social e de avanço na ciência e na tecnologia", afirma.

Em abril deste ano o Ministro Luis Roberto Barroso do STF (Supremo Tribunal Federal) indeferiu pedido de tutela provisória do governo do Paraná contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Paraná que garante autonomia na gestão de recursos humanos das instituições. No mês passada o mesmo Tribunal reafirmou a autonomia das universidades estaduais de Londrina e Maringá ao negar o provimento ao agravo interposto pelo Estado contra a decisão do Ministro Barroso.

Os candidatos Ratinho Jr. (PSD), Cida Borghetti (PP) e Priscila Ebara (PCO) não participaram do debate. A reportagem da FOLHA segue tentando contatar as assessorias dos demais candidatos sobre este tema mas até o momento sem sucesso.

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