Em Curitiba, Requião não consegue se eleger delegado
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domingo, 19 de outubro de 1997
Curitiba, Cascavel e Londrina 
O senador Roberto Requião e o deputado federal Maurício Requião ficaram de fora da direção das zonais do PMDB em Curitiba. Os dois disputaram ontem uma vaga de delegado, mas na zonal 177, onde estão registrados, foi eleito apenas o peemedebista José Maria Correia, ex-delegado geral do governo Requião. A votação nas 10 zonais curitibanas terminou com a indicação de 20 delegados aliados ao grupo que comanda atualmente o diretório e 13 delegados que são apoiados pela ala contrária liderada por Maurício Requião.
A votação em Curitiba foi tranquila e não houve registro de incidentes. Todos os municípios onde o PMDB tem representação também realizaram suas convenções. Além de Curitiba, em Cascavel e em Londrina haveria bate-chapa. No restante do Estado houve consenso entre os peemedebistas.
Apesar de o grupo requianista ter ficado com menor número de representantes, eles saíram da votação cantando vitória. Tínhamos poucos delegados, para não dizer nenhum, e agora temos 13. Para mim, isso é um crescimento muito bom, afirmou o ex-vereador Paulo Salamuni. Ele foi indicado delegado na 3ª Zonal.
Se o grupo que ficou com menos delegados se disse vitorioso, a facção liderada pelo atual presidente municipal Pedro Longo comemorou com entusiasmo ainda maior. Foi um massacre. A vitória foi o resultado de um antigo trabalho da militância e dedicação à organização do partido, afirmou Longo. Ele fez questão de lembrar que tanto o senador Roberto Requião quanto o irmão ficaram de fora das zonais.
Londrina O advogado Marcos Colli venceu por apenas dois votos o vereador Celio Guergoletto na convenção do PMDB realizada ontem, na Câmara Municipal de Londrina. A votação foi concluída pouco antes das 20 horas. Colli obteve 23 votos e Guergoletto, 21.
Cascavel O ex-prefeito Fidelcino Tolentino venceu a convenção do PMDB de Cascavel, com diferença apertada sobre seu concorrente, o deputado federal Hermes Frangão Parcianello. Tolentino fez 340 votos, contra 331 de Frangão.
A maioria dos chamados franguistas queria riscar o nome de Tolentino do cenário político local, e estimavam impor-lhe fragorosa derrota. Há um racha que pode ser definitivo no PMDB de Cascavel. Tolentino é acusado pelos adversários internos de dar murro na mesa, enquanto foi prefeito, ou seja, impor sua vontade sobre os peemedebistas.


