Em Curitiba, proposta emperrou
Em Curitiba, proposta emperrou
O projeto do vereador de Curitiba, Paulo Salamuni (PMDB), propondo a instalação de um canal de TV para cobrir as sessões do Legislativo municipal, está emperrado desde março deste ano, quando a proposta foi aventada pela primeira vez.
A legislação federal nos oferece canal gratuito para veicularmos nossas posições desde 1995. Na Câmara, as desculpas são as mais variadas, vão desde os custos para as gravações e filmagens até a insinuação de que estamos querendo aparecer, para conseguir votos, diz Salamuni.
O vereador pôs no papel os gastos que seriam necessários para a implantação da televisão, considerando todos os custos relativos à produção dos programas. Gastaríamos algo em torno de R$ 25 mil ao mês, 0,17% do orçamento reservado à Câmara (que para 2000 é de R$ 3,5 milhões). Não é um valor que compromete o orçamento, avalia.
No projeto de Salamuni, as filmagens seriam feitas ao vivo, podendo ser reprisadas posteriormente durante a madrugada. As reuniões nas comissões da Câmara Municipal também passariam a ser registradas. Bem como, o projeto propõe a realização de debates e de discussões em torno de leis.
Salamuni acha que o sistema de transmissão e de produção dos programas deve ser o mais profissional possível. Não podemos ficar contratando qualquer um que passa pela frente. O Legislativo sério vai abrir uma licitação e contratar a produtora com os melhores preço e qualidade, assinala.
Salamuni está disposto a retomar o assunto em fevereiro. O vereador colhe assinaturas para respaldar sua idéia. Já tem o aval de 13 dos 35 vereadores de Curitiba. O vereador peemedebista conta que o seu projeto inspirou a mesa executiva da Assembléia do Paraná. O Durval Amaral (PTB) me procurou para saber um pouco mais da proposta, conta.
Segundo ele, o custo operacional da proposta é compensado na medida que as matérias e projetos passam a ser discutidas com maior profundidade. Uma lei de zoneamento, por exemplo, tem que passar pelas comissões da Câmara, e as discussões retransmitidas para a população. Esse é um tema importante, justifica o vereador. Segundo ele, atualmente o que ocorre na maioria das Câmaras Municipais são discussões de matérias de peso sendo analisadas superficialmente e títulos de cidadão honorário tramitando por três comissões parlamentares. (L.D.)





