O presidente nacional do PDT, ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, desembarca hoje às 9 horas em Curitiba com a missão de passar um discurso de prosperidade ao que restou do partido no Paraná depois da debandada promovida pelo governador Jaime Lerner (PFL). Brizola lança às 10 horas no plenarinho da Assembléia Legislativa a campanha ‘‘PDT, agora é PDT’’, uma crítica ao governador, que, segundo os setores brizolistas sempre destoou dos princípios da sigla.
Essa é a segunda vez que o presidente nacional do PDT vem ao Paraná depois da desfiliação de Lerner e seu grupo, em 15 de agosto. A primeira foi em Cascavel um dia depois do anúncio do governador. A convite do deputado estadual Edgar Bueno, Brizola criticou a decisão de Lerner, que durante 14 anos compartilhou da mesma sigla. A expectativa da oposição ao governo do Estado é de que novamente Brizola ataque Jaime Lerner e garanta uma aliança das oposições, incluindo PMDB e as esquerdas.
O PT aproveita a vinda do presidente nacional do PDT para forçar a antecipação da aliança no Estado para 98. O diretório estadual reuniu-se ontem para definir qual a melhor abordagem. O vice-presidente do partido, vereador Jorge Samek, diz que o partido faz uma espécie de manifesto hoje pedindo uma antecipação da coligação, nos mesmos moldes das costuras que vêm sendo feitas entre as direções nacionais.
PCdoB, PCB e parte do PSB, ligada ao ex-presidente estadual Vitório Sorotiuk, também acompanham a recepção a Brizola, que por volta 15 horas estará em Pato Branco, Sudoeste do Paraná, para uma audiência com o prefeito Alceni Guerra (PFL). O PMDB fica de fora da cerimônia de recepção em Curitiba. O presidente da Fundação Pedroso Horta no Paraná, ex-prefeito Maurício Fruet, informou que a direção do partido estará em viagem nesse final de semana.
O comando estadual do PDT leva a questão com cautela. Nelton Friedrich afirma que o partido não trata de coligações antes de 3 de outubro, o prazo fatal para as filiações partidárias.

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