Curitiba - Em visita à capital paranaense na tarde de ontem, a presidente da República, Dilma Rousseff, evitou comentar o resultado da pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha ontem, em que ela aparece com 37% das intenções de voto para as eleições do dia 5 de outubro, contra 20% de Aécio Neves (PSDB), e 11% de Eduardo Campos (PSB).
Dilma veio a Curitiba para participar da assinatura do edital de licitação da primeira linha do metrô da capital e também visitar a Arena da Baixada, que vai receber quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo 2014. Questionada sobre a pesquisa enquanto cumprimentava populares depois do evento realizado no Cietep, Dilma ficou em silêncio, evitando se manifestar.
A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 7 e 8 de maio, com 2.844 entrevistados em 174 cidades do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00104/2014. O resultado ainda aponta que 16% dos entrevistados votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Os indecisos são 8%. Em abril, Dilma tinha 38% das intenções de voto, Aécio aparecia com 16% e Campos, 10%.
Além de não conversar com a imprensa, em seu discurso, a presidente apenas ressaltou os investimentos feitos em obras de mobilidade urbana. "Não se investia em metrô no Brasil anteriormente. E sem melhorar o transporte público não resolvemos o problema de mobilidade nas grandes cidades. Curitiba e outras cidades estão em processo de transformação para se tornarem metrópoles e elas estão tendo esta oportunidade rara de iniciar um processo de investimento em mobilidade", declarou.
No metrô, conforme divulgado durante a cerimônia, serão investidos R$ 4,7 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) da Mobilidade. A prefeitura de Curitiba e o governo estadual entrarão com R$ 700 milhões cada e o restante caberá à empresa vencedora da licitação. As obras da primeira linha do metrô da capital, que terá 17,5 quilômetros de extensão, têm previsão de início no primeiro semestre de 2015, ligando os bairros Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e Cabral. Outros três projetos de mobilidade (ampliação da capacidade e velocidade das linhas de ônibus BRT, remodelação da linha Inter 2 e a conclusão da Linha Verde), também aprovados pelo governo via Ministério das Cidades, somam R$ 574,3 milhões. Desse total, R$ 408 milhões virão do Orçamento Geral da União (OGU) e o restante será proveniente de recursos da própria prefeitura. A presidente ainda anunciou a inclusão de obras de restauração de um trecho de 14,5 quilômetros do Contorno Sul de Curitiba no PAC 2. A obra está orçada em cerca de R$ 450 milhões.

Copa
Na Arena da Baixada, a presidente foi recepcionada por dirigentes do Clube Atlético Paranaense (CAP) e seus familiares e por um grupo de operários que trabalham na obra ainda inacabada. Dilma caminhou pelo gramado e recebeu de presente uma camisa do clube personalizada com o número 13. Durante sua visita cerca de 30 pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba e Região (Sinditest) fizeram um pequeno protesto em frente ao estádio. "Menos Copa e mais saúde" eram os dizeres das faixas empunhadas pelos manifestantes. Com a visita na Baixada, Dilma encerrou o tour por todos os 12 estádios do Mundial.

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