Curitiba - Os candidatos que não entregaram a prestação de contas de campanha ontem serão notificados pelo juiz da 1ªZona Eleitoral de Curitiba e terão mais 72 horas a partir da data da notificação para declarar seus doadores e despesas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), segundo informações da assessoria de imprensa do órgão. O TRE não divulgou quantos nem quais candidatos deixaram de cumprir o prazo até o final do expediente de ontem.
  O prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), foi o primeiro a entregar a prestação de contas. Segundo a assessoria de imprensa do prefeito, Beto arrecadou R$ 6.903.530,23. A maior fonte de recursos foi a doação de pessoas jurídicas que repassaram à campanha pouco mais de R$ 4,5 milhões. A realização de eventos trouxe para a campanha R$ 1,07 milhão. Recursos de pessoas físicas somaram R$ 777.494,00. Outros candidatos e comitês doaram quase R$ 407 mil e o partido contribuiu com aproximadamente R$ 140 mil.
  Beto gastou R$ 6.895.100,80. A principal despesa foi a produção de programas de rádio, TV ou vídeo que custou R$ 1.245.068,00. A contratação de pessoal que absorveu R$ 686 mil. As várias modalidades de publicidade custaram mais de R$ 1,58 milhão. Já a compra de combustíveis e locação de veículos custaram aproximadamente R$ 1 milhão. Os R$ 8.429,43 que restaram da campanha foram repassados ao partido.
  Maurício Furtado (PV) arrecadou e gastou, segundo o comitê financeiro da sua campanha, R$ 126.955,00. As maiores doações recebidas foram do diretório nacional e estadual do partido que repassaram R$ 70 mil à campanha. Entre as despesas, o maior gasto foi com a produção de programas de rádio e TV que consumiu R$ 69.732,00.
  Ricardo Gomyde (PC do B) apresentou a maior dívida de campanha. De acordo com a assessoria do candidato, a campanha arrecadou R$ 38.488,00 e gastou R$ 68.488,00. Segundo a assessoria, a dívida de R$ 30 mil deve ser paga antes do prazo final para a quitação de contas eleitorais, no dia 31 de dezembro.
  Bruno Meirinho (PSOL) arrecadou R$ 13.814,51. A maior parte do recurso veio da doação de um escritório de advocacia que repassou R$ 8 mil ao candidato.
Boa parte dos gastos de R$ 13.814,51 foi consumida na produção de materiais impressos e programas de rádio e TV.
  As asssessorias de imprensa de Gleisi Hoffmann (PT), Carlos Moreira (PMDB), Fábio Camargo (PTB) e Lauro Rodrigues (PT do B), não divulgaram as informações relativas à prestação de contas. A Reportagem pediu, via requerimento ao juiz da 1ªZona Eleitoral, o acesso aos dados oficiais da prestação de contas dos candidatos ao TRE mas, até o fechamento desta edição, o pedido ainda não havia sido deferido.

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