Curitiba – Enquanto os deputados federais votavam em Brasília a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), manifestantes pró e contra o afastamento da petista realizavam protestos em todo o Brasil. Em Curitiba, houve duas manifestações de grupos de oposição ao governo – na Praça Santos Andrade, do Movimento Brasil Livre (MBL), e na frente da sede da Justiça Federal do Paraná (JFPR), do Vem pra Rua (VPR). Elas reuniram, segundo a Polícia Militar (PM), 8,5 mil e 500 pessoas, respectivamente. Já os favoráveis à continuidade do mandato de Dilma, 1,7 mil no horário de pico, também na contagem da PM, se concentraram na Praça Rui Barbosa.
Tanto o MBL como o VPR providenciaram telões, para que os presentes acompanhassem a sessão ao vivo da Câmara. A maioria das pessoas vestia verde e amarelo e carregava bandeiras do Brasil, cartazes ou faixas com mensagens de repúdio à administração do PT. Do "outro" lado, na Rui Barbosa, representantes de movimentos sociais, sindicais, estudantis e de legendas de esquerda realizaram o evento "Na Democracia Cabem Todas as Cores". Também houve telão, atividades culturais para crianças e um caminhão de som, de onde eram entoados gritos como "não vai ter golpe" e "Cunha na cadeia".
A capital paranaense recebeu, ainda, a 10ª Marcha da Maconha, na Boca Maldita, que acontece anualmente e não tem relação com o momento político vivido no País. A corporação estimou em 500 o número de participantes. As pautas incluíam a imediata descriminalização de usuários e produtores, o fim da "guerra como política de drogas", a regulamentação da produção, distribuição e usos e da maconha medicinal e investimento em políticas de redução de danos. Apesar da proximidade dos protestos – todos, com exceção do ocorrido na JFPR, localizada no bairro Ahú, foram realizados no centro -, não houve, até o fechamento desta edição, qualquer incidente, de acordo com a PM.

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