Em Curitiba, as empregadas poderão ter nova denominação
Leandro Donatti
De Curitiba
Na Assembléia Legislativa, o medo de uma repulsa popular tem freado o ímpeto dos deputados, alguns deles, muitas vezes, dispostos a polemizar apenas para ganhar mídia. Sem pé nem cabeça, grande parte desses projetos morre na casca.
Já a Câmara Municipal de Curitiba engavetou pelo menos dois no mínimo fora dos padrões convencionais. O vereador Jorge Bernardi (PDT) tentou emplacar proposta que obrigava os donos de cães a portar uma pazinha para limpar o cocô de seus cachorros quando circulam pelas ruas da cidade. Tive a idéia logo depois que voltei de uma viagem à França. Lá, isso é obrigatório, argumenta o vereador.
Bernardi anunciou que na volta do recesso, em agosto, reapresenta a proposta. O vereador promete chocar ainda mais na volta do recesso. Elabora um projeto que dá nova denominação às empregadas domésticas. Pela proposta do vereador, elas passarão a se chamar colf. Isso mesmo colf, ou seja colaboradora familiar. Bernardi acha que a medida ameniza um preconceito que, segundo ele, está arraigado nas pessoas. Em processo mais adiantado - foi lido neste primeiro semestre na Câmara e aguarda vaga para entrar em votação na pauta - tramita ainda projeto também de sua autoria que passa a chamar os catadores de lixo e garis de operadores ecológicos.
A Câmara de Curitiba tem ainda outras pérolas. É o caso do Dia do Detetive, instituído pelo vereador Elias Vidal (PPB), e o da obrigatoriedade do uso de focinheira em cachorros de grande porte, idealizada pela vereadora Nely Almeida (PSC).





