REVOLTA -

Em Curitiba, apoiadores da Lava Jato fazem "tomataço" contra ministros do STF


Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
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Grupos de apoio à Operação Lava Jato se reuniram na tarde desse sábado (9) em frente à JFPR (Justiça Federal do Paraná), em Curitiba, onde trabalhava o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, para defender a prisão após condenação em segunda instância e protestar contra a liberação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os organizadores, mais de duas mil pessoas participaram do ato.


| Autor: Mariana Franco Ramos/Grupo Folha



 


As ações foram coordenadas pelos movimentos Brasil Livre, Vem Pra Rua, República de Curitiba e Lava Togas, que levaram um carro de som e bandeiras nas cores verde e amarela. Integrantes do NOVO também participaram, vestindo as camisetas laranja do partido. O principal alvo era o STF (Supremo Tribunal Federal), em especial os ministros que votaram a favor da tese de que os réus só podem cumprir pena depois de esgotados todos os recursos.


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Um painel com os rostos de Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, presidente da Corte, foi colocado no meio da praça, para o "tomataço". Enquanto gritavam palavras de ordem como "a nossa bandeira jamais será vermelha", "segunda instância já" e "Lula ladrão seu lugar é na prisão", os manifestantes arremeçavam tomates podres na placa. Em seguida, todos cantaram o hino nacional.


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Se o STF era o "inimigo", Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-farefa da Lava Jato, eram os heróis. Embora sem unanimidade, a figura do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), também foi exaltada. "Vale a pena nossa batalha pelo Brasil. Nós somos um país rico e maravilhoso. Viva Moro, viva Bolsonaro, viva a República de Curitiba, viva o Brasil", discursou Eder Borges, uma das lideranças de direita da capital paranaense.


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"Por mais que o STF acredite que tenha derrubado aquilo que mais colocava medo nos criminosos de colarinho branco, nós viemos aqui para mostrar que eles devem temer o povo brasileiro. Vocês têm de ir para a rua pressionar os senadores para que seja aprovada a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da segunda instância e que isso seja revertido. O Brasil não vai ficar quieto diante da impunidade", completou Gabriel Delfino, do MBL.


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