Curitiba - Foi devagar o primeiro dia de trabalho na Câmara de Curitiba depois do segundo turno das eleições. A primeira sessão depois das eleições, que deveria acontecer ontem a tarde foi suspensa em função ''de um acordo entre lideranças'', como dizia o comunicado oficial que circulava pela Casa assinado pelo presidente, João Cláudio Derosso (PSDB). Apesar do cancelamento, na ordem do dia estava prevista a votação de 17 projetos de lei e o recebimento de emendas de outros dois projetos. A próxima sessão vai acontecer apenas na segunda-feira.
A Folha publicou, no último sábado, que a Câmara de Curitiba tem 268 projetos de lei apresentados pelos vereadores desde o início do mandato prontos para serem votados. E para isso, os vereadores contavam com apenas mais 18 sessões (incluindo a de ontem) até o fim do mandato. De janeiro até setembro, foram votados cerca de 280 projetos pela Câmara, praticamente a mesma quantidade que deveria ser votada nesse último mês e meio de mandato.
A Folha tentou entrar em contato com o presidente da Casa e com os quatro secretários para comentar o cancelamento, mas só obteve retorno do 3º secretário, José Aparecido Jotapê Alves (PSB). Jotapê, que é da base aliada da prefeitura assim como Derosso, informou que soube na manhã de ontem que o presidente da Casa resolveu suspender a sessão para evitar bate-bocas no plenário entre os vereadores por causa do resultado das eleições municipais.
Derosso não foi ao seu gabinete na tarde de ontem e também não retornou aos recados da reportagem. O gabinete do 1º secretário, Ormar Bertoldi (PFL), informou que o vereador, que estava licenciado até o dia 1 de novembro para concorrer às eleições municipais, já havia retomado suas funções, mas só voltaria à Câmara na próxima segunda-feira. O gabinete do 2º secretário, Celso Torquato (PMDB), informou que o vereador também só voltaria na próxima segunda-feira. Já o gabinete da 4º secretária, Julieta Reis (PFL), afirmou que a vereadora estava em reunião, porém não houve retorno da ligação.

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