Em Curitiba, 17 pastores são candidatos
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sábado, 14 de agosto de 2004
Luciana Pombo e Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba Dezessete pastores e líderes evangélicos são candidatos nas eleições municipais deste ano em Curitiba. Levantamento feito pela Folha junto aos partidos políticos e coligações mostra que 16 deles são candidatos a vereador e apenas um concorre a uma vaga nas majoritárias: o deputado federal Bernardino de Oliveira (PL), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, que é vice do candidato a prefeito Mauro Moraes (PL). Dos candidatos evangélicos, dois tentam a reeleição: os vereadores Valdenir Manoel Soares, conhecido como pastor Valdenir (PL), da Igreja Universal do Reino de Deus, e José Roberto Sandoval (PTB), candidato oficial da Assembléia de Deus.
O partido com maior número de pastores evangélicos é o PL, que conta com cinco religiosos candidatos: além dos pastores Valdemir e Oliveira, são citados ainda o pastor Alexandre Monteiro (da Missão Ágape e diretor da Escola de Samba Jesus O Bom à Beça), Gilso Tadeu Borges de Freitas (pastor da Igreja Evangélica Quadrangular) e Edson da Veiga (membro de igreja evangélica). O PDT tem quatro candidatos evangélicos e o PFL três. O PSL, o PT, o PTB e o PSB têm um candidato líder religioso cada para as eleições de 2004.
São candidatos pastores ou líderes religiosos que estão disputando a eleição em Curitiba: Ademir Antonio dos Santos Neves (PSC), Edson da Veiga (PL), Gilso Tadeu Borges de Freitas (PL), Alexandre José Monteiro (PL), Valdenir Manoel Soares (PL), Reginaldo Medeiros Jerônimo (PSB), Bernardino Barreto de Oliveira (PL), Pastor Jorge Cordeiro (PFL), Ronaldo Motta Maciel (PFL), Ditmar Neumann (PFL), Adão Correia (PDT), Capitão Costa e Silva (PDT), Luiz Antonio Tulchasku de Oliveira (PDT), Ivo Waltrick de Miranda (PSL), José Roberto Sandoval (PTB), Mário Alves Ferreira (PDT) e Luiz Antonio de Carvalho, conhecido como Luiz Pimentel (PT).
A Igreja Católica não tem padres nas disputas eleitorais de Curitiba e Região Metropolitana. Apenas o vereador Antonio Bueno (PPS) se declara líder religioso. Entretanto, ele representa a ala carismática da Igreja Católica. A Igreja Assembléia de Deus, que tem apenas dois candidatos oficiais, é a que mais tem líderes religiosos disputando a preferência dos fiéis. São sete candidatos nas eleições deste ano. Um deles, irmão Mário Alves Ferreira, chegou a denunciar a instituição religiosa por supostamente estar cerceando o direito à liberdade dos candidatos que não são oficiais.
O deputado federal Hidekazu Takayama (PMDB), que representa a Assembléia de Deus, chegou a afirmar que entraria com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para revisão da portaria da Justiça Eleitoral que proíbe a propaganda de candidatos dentro das igrejas de quaisquer denominação. Entretanto, ele foi desautorizado pelo partido e pelas igrejas Assembléia de Deus e Universal do Reino de Deus.


