Em cinco anos, prefeitura foi ré em 6 mil ações
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
De 2002 até o início deste ano, o Município de Londrina - nas administrações direta, autárquica e fundacional - foi réu em 6.583 ações cíveis, criminais e previdenciárias; desse total, 310 estão encerradas. Os dados constam de um pedido de informações respondido esta semana pela Prefeitura ao vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB).
De acordo com o vereador, a dúvida surgiu depois que uma servidora municipal entregou ofício a ele, mês passado, informando que só no ano de 2005 a administração teria sido alvo de pelo menos 300 ações trabalhistas ingressadas por servidores. Na ocasião, o levantamento apresentado a Tamarozzi elencava também que, entre custas processuais e indenizações por danos morais, mais de R$ 12 milhões teriam sido dispendidos naquele ano por conta do volume. Os dados não são confirmados nem rechaçados pela administração; por outro lado, eles constam de outro pedido de informações do petebista à espera de votação no Plenário.
Ontem, o vereador afirmou que se reúne hoje de manhã com a procuradora-chefe da Prefeitura, Regiane Andreola Rigon, para saber se as 6.273 ações contra o Executivo que seguem sub judice representam ''valores altos que saem do caixa municipal''. ''Eles sempre nos pedem autorização para suplementação de orçamento, ou abertura de créditos adicionais. Agora, é saber se isso tem sido feito pelo fato de sair ou não muito dinheiro para pagar essas ações'', sugeriu.
A procuradora do Município informou que o volume de ações ''está na normalidade''. ''Mesmo porque, a Procuradoria cuida de mais de 60 mil ações'', disse. ''Mas isso tudo é pago com precatórios, e todos eles recebidos até 1º de julho entram no projeto que estabelece o orçamento do ano seguinte, submetido à Câmara. São despesas diferentes'', explicou.


