EM CAUSA PRÓPRIA - Pressão faz vereadores desistirem de reajuste
A Câmara de Vereadores de Londrina passou por mais uma polêmica na semana passada por conta da tentativa de parte dos parlamentares de reajustar seus salários em 4,36%. A medida, aprovada por 11 dos 19 vereadores londrinenses no último dia 18, pegou carona no projeto do Executivo municipal que tratava do reajuste dos servidores públicos naquele índice. A manobra denunciada pela imprensa acabou frustrada com a pronta ação do Ministério Público que questionou a constitucionalidade da matéria.
Para o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, os parlamentares não apenas cometeram vício de iniciativa em matéria que seria de competência exclusiva do prefeito, como violaram princípios constitucionais que devem reger a administração pública. Ainda de acordo com o promotor, os vereadores violaram o princípio da moralidade, da impessoalidade e da anterioridade que exige que a remuneração seja fixada de uma legislatura para outra.
Antes de recuar na decisão, o presidente da Câmara, José Roque Neto, foi até o Tribunal de Contas (TC) do Paraná, em Curitiba, buscar embasamento legal para que os vereadores chamavam de recomposição salarial. Mesmo garantindo ter respaldo do TC e da Constituição Federal, nove dos 11 vereadores assinaram ofício desistindo da reposição aos seus subsídios de R$ 5.724 (valor bruto) mensais, diante da repercussão negativa que o caso tomou junto à opinião pública.
● Quando não há conflito de um comportamento, de uma norma ou de um ato com a supremacia da Lei Fundamental, no caso a Constituição Brasileira
● É atribuida geralmente à opinião geral de uma sociedade expressa através dos meios de comunicação
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