Curitiba- A Polícia Civil investiga se outros crimes ocorridos na região de Cascavel têm ligação com o assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), ocorrido no dia 18 de dezembro. O delegado especial que coordena as investigações, Alexandre Macurin, declarou ontem que algumas ocorrências na região, que não foram completamente elucidadas pela polícia, podem estar relacionadas com a morte do deputado.
Até agora, 16 pessoas já prestaram depoimento aos investigadores que trabalham no caso. Na quarta-feira, Macurin viajou até Guarapuava para ouvir Adelar Proença, conhecido como ‘‘Bispo’’, que cumpre pena na Penitenciária Industrial da cidade.
Bispo foi ouvido porque teria ligações com o parlamentar. O delegado de Francisco Beltrão, Ítalo Biancardi Neto, apurava denúncias de que Bispo teria sido contratado por Novaes para matar o traficante Abelino de Jesus Oliveira e incriminar o policial civil João Adão Sampaio Schisler, que teria desavenças com Amorim. Biancardi Neto também foi ouvido na quarta-feira por Macurin, mas o teor da conversa não foi divulgado.
Macurin adiantou ontem que pretende ouvir o radialista de Cascavel, Valdomiro Cantini, que tinha rixas pessoais com o deputado. Segundo o delegado, Cantini entrou em contato com a polícia voluntariamente e prontificou-se a prestar esclarecimentos. ‘‘Ele será ouvido na condição de testemunha, e não suspeito’’, garantiu Macurin.

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