As chapas ‘‘Verdade’’, do ex-prefeito Fidelcino Tolentino, e ‘‘Unidade’’, do deputado federal Hermes ‘‘Frangão’’ Parcianello, proclamaram-se ontem ‘‘vencedoras’’ da convenção do PMDB de Cascavel, realizada domingo. Os dois lados usam cálculos e argumentos conflitantes e asseguram que têm a garantia de indicação da Executiva, que será formada sexta-feira.
No voto dos convencionais, Tolentino venceu por 340 a 331 e por isso poderia indicar vinte dos 45 membros do diretório e ‘‘Frangão’’, dezenove, mas no Diretório têm lugar como membros natos os ex-presidentes, três deles do grupo de ‘‘Frangão’’, assim como o líder da bancada na Câmara. Somando-se estes natos, ‘‘Frangão’’ vai para 23 e Tolentino 22.
O ex-prefeito porém contesta a impugnação de Airton Reis - seu aliado, ex-presidente e por isso nato - decidida pela atual executiva (ligada a ‘‘Frangão) sob alegação de que ele havia deixado o PMDB e retornou fora do prazo para compor o diretório. Tolentino tentará reverter esta impugnação administrativamente ‘‘ou pela via judicial’’, pois com este voto a mais, diz que estabelecerá vantagem sobre ‘‘Frangão’’.
A confusão aumenta porque o deputado acrescentou ontem outra ‘‘matemática’’: o seu voto e o de sete vereadores (outro, do partido, não integrou nenhuma das chapas), seus aliados, ‘‘valem em dobro, estatutariamente, inclusive para escolha da Executiva’’, o que lhe asseguraria ‘‘supremacia absoluta na votação para a Executiva’’. Mesmo assim, diz estar disposto ‘‘a abrir espaço’’ para Tolentino, oferecendo-lhe ‘‘talvez a vice-presidência’’.

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