Em carta de renúncia, Moreira se diz 'injustiçado'
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Renata Giraldi e Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Brasília - Na carta-fax enviada à presidência da Câmara pedindo renúncia dos cargos de corregedor-geral e da segunda-vice-presidência da Casa, o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) se diz ''injustiçado'' pelas denúncias que o fizeram deixar os cargos.
O deputado ainda reclama de seu partido, queixa-se na carta de ''falta de respaldo'' do DEM, que ameaça expulsá-lo da legenda, e afirma que as acusações são ''infundadas''.
''Minha vida sempre foi pautada pela transparência e em total consonância com os princípios democráticos'', diz no documento. ''O que era para ser um momento de alegria vem se tornando uma sangria desatada pautada em mentiras, inverdades, jogo de retóricas, que resultam em ataques sem qualquer respaldo empírico e de forma indiscriminada, extrapolando os limites da natureza humana.''
O deputado é acusado, entre outras denúncias, de omitir de sua declaração de bens um castelo em Minas Gerais, que está à venda por R$ 25 milhões. A propriedade em São João Nepomuceno, na região da Zona da Mata de Minas, tem 36 suítes.
No documento, o deputado reitera suas justificativas sobre a propriedade, informando que está registrada e declarada no imposto de renda de seus filhos - por isso o imóvel não foi incluído em sua declaração encaminhada à Justiça Eleitoral.
O deputado também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por apropriação ilegal de contribuições ao INSS feitas por seus empregados.


