O governador Roberto Requião (PMDB) se encontrou ontem em Londrina com Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo e atual presidente do PMDB paulista. Na pauta, a articulação sobre uma possível união em torno do nome de Requião para encabeçar chapa à Presidência da República em 2010. Ele desconversou mas deu uma dica: na política ''tudo pode acontecer''.
Quércia mais o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, são os maiores incentivadores da candidatura a presidente do governador, que está na metade de seu segundo mandato consecutivo. ''No momento, não sou candidato. Só tenho essa pretensão se fosse uma unanimidade dentro do PMDB nacional. Se o exemplo do governo do Paraná fosse apreciado e avalizado pelo conjunto do partido no Brasil'', comentou Requião. Questionado se isso poderia ocorrer até 2010 ele lembrou que ''(em política) tudo pode acontecer, mas pode não acontecer também''.
O governador também voltou a falar sobre os escândalos envolvendo a Câmara de Vereadores de Londrina que incluem um membro atual do partido, Osvaldo Bergamin, e o ex-vereador Henrique Barros, que acabou se desfiliando do PMDB: ''Já disse isso na minha visita anterior, quando abri a exposição: gato é gato e lugar de gato é na gaiola''. Ele afirmou ainda que defendia uma eventual expulsão do partido caso os envolvidos fossem condenados pela Justiça.
Requião ainda falou sobre a liberação de R$ 350 mil pelo Programa Nacional de Agricultora Familiar (Pronaf) para agricultores detentores de até 50 hectares de terra. O governador apontou que 90% dos 370 mil proprietários de terras no Estado poderão se beneficiar e conseguirem melhorar e ampliar suas produções.
Em sua chegada ao Parque Ney Braga, Requião havia recebido um kit com embutidos de suínos produzidos justamente por pequenos agricultores. ''Sempre que passo por Londrina faço minha cesta básica'', brincou. O governador visitou ainda a Feira de Sabores, onde conversou com expositores. A expectativa era que Requião ainda prestigiasse um leilão de nelores na Chácara Albatroz, em Cambé, na companhia de Quércia. O ex-governador paulista é hoje um dos dois maiores neloristas do país.

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