Em Cambé, servidores e prefeitura estudam índice
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segunda-feira, 03 de abril de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Representantes da Prefeitura de Cambé (13 km a oeste de Londrina) e dos servidores públicos municipais definiram o prazo de uma semana, a contar do dia de ontem, para as negociações salariais da categoria.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cambé (Sindserv-Cambé), Carlos Aparecido da Silva de Melo, o encontro realizado na última sexta-feira serviu para que o Executivo estabelecesse que esta semana será o prazo para estudo da reivindicação de 14,14% de reposição, antes que uma próxima assembléia discuta o indicativo de greve dos mais de 2 mil servidores. O Sindserv alega ser insuficiente o percentual de 7,5% proposto pela administração. Pelos cálculos encomendados pela entidade a uma economista, o número desejado não remonta exatamente ao acumulado pela inflação em um ano, mas à suposta arrecadação de R$ 63,435 milhões em 2005. Com isso, a concessão de 7,5% comprometeria 42,49% do orçamento, ao passo que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) autoriza até 51,3% de comprometimento nos gastos com pessoal.
''Existem duas comissões negociando, com gente da Prefeitura e dos servidores. Vamos retornar a análise à economista para ela refazer os cálculos, pois sentimos que estão irredutíveis nos 7,5%'', admitiu Silva de Melo.
Integrante da comissão do Executivo, o secretário de Governo de Cambé, Osires Cavaletti, disse que a proposta levada ao sindicato ''já está acima do acumulado pela inflação. É o que o Município suporta pagar nesse momento'', resumiu. Por outro lado, o secretário admitiu que a equipe de negociação do prefeito Adelino Margonar (PMDB) ''não questiona o estudo (encomendado à economista pelo Sindserv) tecnicamente; a metodologia usada não deixa de estar correta. Mas foi feita com base em dados do passado, e nós não podemos ainda fazer uma previsão de despesa acreditando que vamos arrecadar dentro dessa previsão'', justificou.


