Em busca de verba, cidades querem entrar na RML
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A Região Metropolitana de Londrina (RML) não tem orçamento próprio, praticamente não dispõe de estrutura e não se mostra como um meio efetivo para viabilizar projetos comuns aos 16 municípios que integram o grupo. Mesmo assim, é grande o interesse em fazer parte da RML.
Miraselva e Prado Ferreira são municípios que poderão ser integrados à RML. Atendendo pedido dos prefeitos, o deputado estadual Tercílio Turini (PPS) apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa para incluir as duas cidades.
O prefeito de Miraselva, João Marcos Ferrer (PTB), disse que o principal motivo para aderir à região metropolitana é o subsídio maior para programas habitacionais. ''Queremos mesmo é o subsídio para as casas populares dos programas do governo federal. Só isso já justifica nosso interesse em participar da região metropolitana de Londrina.''
É o caso da Prefeitura de Jaguapitã - município incluído na RML no ano passado, juntamente com Sabáudia, Pitangueiras, Florestópolis e Porecatu. O secretário geral do município Luis Augusto da Silva afirmou que o principal benefício até agora foi o subsídio para a construção de moradias. ''O principal ponto positivo são os programas habitacionais.''
O prefeito de Cambé, João Pavinato (PSDB), lembrou que outro fato concreto decorrente da existência da RML é o Consórcio de Segurança Pública (Cismel). ''Recebemos recursos do programa federal de segurança pública (Pronasci) justamente por estamos organizados como região metropolitana.''
Porém, a ideia de uma região metropolitana é permitir o planejamento integrado do desenvolvimento econômico e social dos municípios, e resolver em conjunto problemas relativos a saneamento básico, abastecimento de água, rede de esgoto e serviço de limpeza pública, uso do solo, transportes e sistema viário, aproveitamento dos recursos hídricos e controle da poluição ambiental. Nada disse ocorreu até hoje na região de Londrina.
Pavinato admite que falta atuação efetiva e que há escassez de recursos estaduais para viabilizar a RML. ''É reflexo da fraqueza das lideranças políticas locais. Creio que isto vai mudar a partir do momento que cobrarmos mais do Estado.''
A Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), autarquia do governo estadual responsável por projetos relacionados aos 29 municípios da RMC, tem orçamento de R$ 368.687.370,00 para 2013, sendo R$ 342,2 milhões somente para investimentos, segundo a coordenação de orçamento da Secretaria Estadual de Planejamento.
Já a RML não existe como órgão independente. É apenas uma assessoria ligada à Comec e, portanto, não tem orçamento. O mesmo ocorre com as regiões metropolitanas de Maringá, que tem 26 municípios, e de Umuarama, criada em agosto do ano passado com 23 cidades.



