Em Brasília, união favorece Estado
A distância que os separa dos diretórios estaduais de seus partidos e a quantidade grande de integrantes da Câmara dos Deputados fazem com que os deputados federais paranaenses tenham mais liberdade na hora de aprovarem os projetos de lei. Enquanto nas assembléias legislativas e câmaras de vereadores a fiscalização dos colegas de partido é mais presente, os 513 deputados federais têm mais independência na hora de votar.
Único deputado federal eleito pelo PDT, André Zacharow, afirma que irá seguir primeiro suas convicções antes de ouvir as diretrizes do partido nas votações da Câmara. ''Identifico-me com o PDT e não pretendo mudar de partido. Pretendo ser um homem de partido, mas antes de tudo sou um homem de fé, e vou pautar minha ação nessas convicções'', afirma Zacharow. O pedetista, que já foi superintendente de Itaipu e presidente da Comissão de Desenvolvimento de Curitiba (CIC), atualmente preside o Hospital Evangélico em Curitiba e coordena atividades da Sociedade Evangélica Beneficente da cidade, que reúne 13 igrejas.
Deputado federal com a segunda maior votação (140.218 votos), Max Rosenmann (PMDB) também afirma que pretende manter uma postura de independência na Câmara. Reeleito para seu quarto mandato, Rosenmann tem uma postura diferente do diretório estadual, que apóia a candidatura a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''Acho que o PT é um partido xiita que usa calúnias para se promover. Mas não farei oposição burra a um governo do Lula. Votarei de acordo com minha consciência para escolher o que é melhor para o Paraná'', comentou.
Segundo Rosenmann, essa postura de independência facilitada pelo sistema de funcionamento da Câmara tem vantagens em relação a outras casas. ''Não é como a Assembléia Legislativa do Paraná, que na minha opinião, é uma droga. São deputados que só se preocupam em ser governo, sem uma visão estratégica para o crescimento. Eles querem um governo forte, mas enfraquecem o povo'', disse Rosenmann. (R.S.)





