Em Brasília, Nedson tenta saídas para contratos da Cohab
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sexta-feira, 24 de novembro de 2000
Cristiane OyaDe Londrina 
O prefeito eleito Nedson Micheleti irá a Brasília na segunda-feira, para tentar verificar alternativas para solucionar os quase 120 contratos-problema da Cohab com a Caixa Econômica Federal (CEF), que geraram uma execução judicial contra o município de Londrina, de cerca de R$ 300 milhões.
Nedson disse que pretende averiguar junto à direção da Caixa as experiências concretas utilizadas por outras Cohabs para sanar as dívidas e renegociar os contratos. Quero uma saída que dê cabo nisso de forma definitiva. Estou vislumbrando algumas soluções, mas estou trabalhando nisso para que eu entre, no ano que vem, tomando medidas fortes. Não adianta somente quitar a dívida e o problema continuar, ressaltou.
Somente os 32 contratos sub-rogados de 28 municípios da região, que a Cohab assumiu nos anos de 90 e 92, representam quase a metade da dívida. O processo de execução foi iniciado na semana passada e os responsáveis ainda estão sendo autuados pela Justiça Federal. O valor exato da dívida não é revelado com base na lei de sigilo bancário.
O prefeito Jorge Scaff (PSB) somente tomou conhecimento da extensão do problema ontem após uma reunião com o presidente da Cohab Agnaldo Rosa. Eu chamei o Agnaldo para me interar. Como o negócio é muito complexo, passei toda a responsabilidade para ele, que conhece tudo sobre isso, e coloquei o departamento jurídico à disposição, explicou.
Segundo Scaff, faltando um mês para o final do mandato, ele não tem condições de equacionar o problema e se colocou à disposição do prefeito eleito para tentar o encaminhamento de soluções. O Nedson vai ter que cuidar disso. Se ele vier aqui podemos conversar e tentar juntos tomar algumas decisões buscando antecipar as negociações, afirmou Scaff, que cumpre mandato-tampão depois da cassação de Antonio Belinati (sem partido) em junho.
Em Brasília, Nedson também irá participar de um evento da Fundação Banco do Brasil e Instituição Ayrton Senna, para tentar credenciar Londrina ao programa de gestão municipal no setor da educação a fundo perdido. Também está prevista uma visita ao Banco Mundial, onde o prefeito eleito irá tentar captar recursos para o programa de desfavelamento. Estamos tentando todas as vias para tentar trazer recursos para Londrina, disse.
Hoje Nedson irá à Curitiba, participar do Seminário de Capacitação Política e Técnica, promovido pelo diretório estadual do PT. Deverão participar do evento os 10 prefeitos, 9 vice-prefeitos e 148 vereadores eleitos pelo partido em todo o Estado nas últimas eleições, que irão debater assuntos como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), orçamento municipal e o relacionamento do Executivo com o Legislativo.
Desde que foi eleito, no segundo turno, esta é a segunda vez que Nedson Micheleti vai ao Distrito Federal tentar recursos para o orçamento de 2001. No início de novembro, ele conseguiu junto à bancada paranaense no Congresso, emendas destinando verbas para programas de saúde, meio ambiente, agricultura, educação e crianças portadoras de necessidades especiais que deverão ser implantados na cidade.


