Em BH, reforma será logo após posse
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segunda-feira, 01 de janeiro de 2001
Evaldo Magalhães Agência Estado De Belo Horizonte 
O prefeito reeleito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PSB), promete dar continuidade e ampliar uma série de programas sociais da administração. Entre eles o Bolsa-Escola e o Orçamento Participativo, principais bandeiras da campanha. A posse dele não será hoje e sim amanhã à tarde, na Câmara.
A primeira medida, no entanto, será dar início ao projeto de reforma administrativa municipal, aprovado em dezembro pela Câmara, sob uma chuva de protestos de sindicalistas, opositores e apoiadores. Castro reduzirá de 14 para cinco o número de secretarias. Os órgãos, considerados supersecretarias, terão a função de coordenar as ações administrativas em todas as áreas. As nove administrações regionais (ARs) de Belo Horizonte também serão transformadas em secretarias e ganharão status de subprefeituras. O nosso objetivo é consolidar o processo de descentralização administrativa, transferindo para as regionais a responsabilidade sobre atividades como limpeza urbana, tapa buracos e pavimentação de ruas, disse o prefeito.
Para vereadores da base de apoio, do PT e do PC do B, e para o sindicato dos servidores, a reforma poderia prejudicar um grande número de funcionários, sob risco de demissão, e privilegiar um pequeno grupo, com melhorias salariais.
Também acusaram o projeto de concentrar poder no Executivo, em detrimento do Legislativo. Depois de muitas conversas, no entanto, Castro afirmou que submeteria a matéria à Câmara para modificações. A reforma foi aprovada por 33 dos 37 vereadores. O novo governo de Castro deve ter representantes de todos os partidos que o apoiaram na reeleição - além do PSB, PT e PC do B, também haverá indicações do PMDB, PPS e PL.


