Em Apucarana, R$ 20 mil é simbólico
Já em Apucarana, cidade de pouco mais de 115 mil habitantes em que o futuro chefe do Executivo, João Carlos de Oliveira
(PMDB), venceu Beto Preto (PT) por 35.551 votos a 26.336, o presidente da Câmara, Mauro Bertoli (PTB), acredita que os R$ 20 mil aprovados para a nova gestão ainda são insuficientes. Demos um reajuste simbólico de 11%; seria muito mais que isso se analisarmos a importância do prefeito e a dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou, referindo-se à categoria que recebe pouco mais de R$ 24 mil mensais e que serve de modelo de teto constitucional para o poder Executivo no País.
O índice de reajuste que concedemos foi bem baixo, até mesmo porque somos uma cidade-pólo de quase 120 mil habitantes, continuou o petebista. A reportagem quis saber: se Londrina, com cerca de 500 mil habitantes, tem um prefeito ganhando razoavelmente menos que R$ 20 mil (Nedson recebe R$ 13,8 mil brutos), que lógica prevalece os londrinenses estão pagando pouco, ou os apucaranenses que vão gastar demais com o futuro prefeito? O salário de Londrina é que está muito baixo, respondeu o vereador, reeleito para o terceiro mandato. Ele apresentou ainda outra linha de raciocínio peculiar: Para o prefeito ganhar uma eleição e ficar quatro anos no poder, sendo sério, honesto, tem que ganhar um valor que compense, porque aqui não se tem nenhuma regalia.
Em tempo: a maior cidade do Paraná também está atrás dos dois municípios do Norte. Em Curitiba, o prefeito reeleito Beto Richa (PSDB) teve há mais de um ano o salário reajustado pela Câmara de Vereadores foi para R$ 19 mil e se tornou, naquele momento, o maior salário de prefeito do Brasil. Atualmente, Richa fica com R$ 11 mil líquidos (ou R$ 15.200 brutos), já que devolve à Prefeitura, todo mês, 20% do valor que a Câmara lhe fixara. (J.G.)





