Em 2004 Londrina deverá ter mais obras e recursos
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domingo, 28 de dezembro de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
No que depender das previsões políticas para Londrina, 2004 será no melhor estilo Ano Novo: repleto de realizações. O tão prometido Lago da Zona Norte citado como compromisso de campanha há pelo menos duas eleições deve sair do papel, conforme os projetos do prefeito Nedson Micheleti (PT). Ainda estão previstas a duplicação da Avenida Saul Elkind (zona norte); a construção da Avenida Ayrton Senna (ligação entre as regiões oeste e sul); o Centro Cultural da Zona Norte; o Parque Tibagi; pavimentação de 40 Km de estradas rurais, além de reformas de escolas e postos de saúde. ''Queremos esta cidade com melhor qualidade possível de vida, bonita, agradável, ambientalmente saudável e onde todas as pessoas participem disto e não só um grupo mais restrito. Esta é a nossa meta'', afirmou o prefeito, em entrevista à Folha.
Segundo Nedson, a cidade ainda poderá receber mais obras no que depender da relação entre o município e os governos estadual e federal. ''Depois de dois anos no zero praticamente, nas duas esferas, com o Requião nós já recebemos R$ 5 milhões para o asfaltamento de bairros e temos mais R$ 10 milhões para asfalto, e Londrina só conseguiu isto porque está com suas finanças equilibradas. Com o governo federal temos duas parcerias mais fortes, que são habitação e saúde. A Cohab, depois de dez anos sem construir nada e não tinha nem crédito para isso está construindo mais de 1,2 mil moradias e com perspectiva de mais no ano que vem'', contabilizou. Segundo o prefeito, em 2003 o governo federal aplicou mais de R$ 40 milhões em Londrina no setor de habitação e R$ 6 milhões em saúde.
No orçamento do Estado, a área de saúde, por exemplo, deverá ser contemplada em 2004 com pelo menos R$ 4,4 milhões. Os recursos estão previstos em emendas dos deputados Elza Correia (PMDB), Barbosa Neto (PDT) e André Vargas (PT). O município ainda tem a perspectiva de aplicação de mais R$ 2,2 milhões através de convênios entre o Estado e a Autarquia Municipal da Saúde (AMS), e outros R$ 130 milhões referentes a receitas próprias, repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios. No início do ano, deverá ser implantado na cidade, o programa federal de atendimento de emergências médicas, exceto traumatologia, que é feito pelo Siate.
Na Câmara de Vereadores, um dos assuntos que deve tomar a pauta a discussões logo no início dos trabalhos parlamentares, em fevereiro, será a questão da municipalização do sistema de água e esgoto da cidade. ''Este ano ficamos uma média de quatro meses discutindo a questão, estivemos em outras cidades que têm outros sistemas. A postura da Câmara é pela municipalização, que é muito mais rentável e gera mais riqueza para o município'', afirmou o presidente do Legislativo londrinense, Orlando Bonilha (PL). ''Se não tiver uma conversação de uma forma mais franca, mais direta com a administração municipal, a Câmara vai ter embates com a prefeitura. Tem que haver um debate amplo e a prefeitura e a Câmara têm que buscar o entendimento sobre o melhor sistema para a população'', complementou.


