Brasília - Há quatro anos, a Câmara dos Deputados chegou a apresentar um pedido de informações sobre os salários nessas entidades. O TCU custou muito a obter os dados, que revelaram que os vencimentos dos dirigentes eram, em 2003, de R$ 21,9 mil, quando no setor público não passavam de R$ 17,2 mil.
Na votação da LDO, a emenda que levaria os recursos do Sistema S para dentro do Orçamento e do Siafi foi retirada do texto a partir de um parecer jurídico apresentado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
De acordo com o presidente da entidade, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), a proposta dos deputados Carlito Merss e Cláudio Vignatti, ambos do PT catarinense, incorria em uma ''flagrante inconstitucionalidade'', porque a Constituição exclui essas contribuições da seguridade social. Os técnicos da Comissão de Orçamento, entretanto, avaliam que o fato de as contribuições estarem desvinculadas da seguridade não impede que transitem por dentro do Siafi como forma de permitir sua fiscalização.
Apesar de reconhecer a necessidade de aprimorar a transparência, Monteiro Neto acha que isso não poderia ocorrer por imposição. A bancada governista na Comissão Mista de Orçamento também não fez nenhum esforço para manter a emenda no texto com um pedido de votação em separado. (AE)

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