Curitiba - A Assembléia abortou, há cerca de três anos, uma investigação sobre a transação entre a Sercomtel e a Copel, para a compra das ações da empresa de telefonia de Londrina. A chamada CPI da Sercomtel foi dissolvida em 1999. Não chegou nem a funcionar. Um dia depois de instalada, foi retirada através de uma manobra da base governista. Aliados de Lerner retiraram as assinaturas necessárias à criação da CPI.
Marcos Isfer (PPS), presidente da nova edição das investigações sobre o caso, disse que o nunca explicado recuo da CPI de 1999 não será investigado. ''Aquilo morreu na casca. Vamos investigar daqui para a frente, com os documentos que levantarmos'', afirmou.
Na Câmara de Londrina, ocorreu problema semelhante, em 2000. Uma Comissão Processante investigou a operação de compra das ações, e apontou que, em tese, teriam acontecido ''infrações político-administrativas''. Apesar desse resultado, a comissão foi arquivada pelo plenário. Os vereadores argumentaram que, com a cassação do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), em junho de 2000, a comissão teria perdido o objeto.(M.D.)

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