Em 1 ano, partidos perderam 330 mil filiados
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domingo, 26 de maio de 2013
Edson Ferreira e Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Londrina - O número geral de filiados a partidos políticos no Brasil teve redução no período de um ano. Levantamento feito pela FOLHA (veja quadro) mostra que a tendência de queda foi seguida também no Paraná e em Londrina. Segundo o último balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de março de 2012 a março de 2013, 330 mil pessoas deixaram de integrar as legendas no País. No Paraná, a queda foi proporcionalmente maior, com encolhimento de 50,5 mil eleitores.
O maiores índices de perda no Paraná ficaram com PTC e PCO. Porém, segundo o presidente estadual do PTC, Ulisses Sabino, os números não são preocupantes. "Infelizmente algumas pessoas se filiam a um partido simplesmente porque alguém convidou, mas não participam da vida política. Se aproximam do partido apenas em época de eleição." Ele explicou que o partido não faz campanha de filiação para "evitar apenas a quantidade, o importante é ter qualidade". O PCO, que tem apenas dois filiados no Paraná, segundo o TSE, também foi procurado, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Entre os grandes partidos políticos também houve baixas. O PT teve queda na cidade e no Estado. O presidente municipal da legenda, Chico Moreno, considerou normal a oscilação no número de filiados. Ele negou que as saídas estejam ligadas à decepção com uma eventual descaracterização ideológica do partido. "Existem pessoas que têm mais simpatia pela nova esquerda, que também deve ter seu espaço, mas não acredito em insatisfação com o PT. As desfiliações são normais."
Moreno disse que durante a disputa eleitoral do ano passado, 140 pessoas se filiaram ao partido em Londrina, onde a ex-ministra Márcia Lopes disputou a prefeitura. Outra legenda com grande encolhimento na cidade foi o PMN. Contudo, o presidente Benjamim Zanlorenci não foi localizado para comentar os números.
Na esquerda, o PSOL, que também participou das eleições municipais em Londrina, teve aumento nas filiações. O presidente municipal, Valmor Venturini, não soube dizer se houve migrações de petistas para a sigla. "Sem dúvida a campanha do ano passado ajudou a divulgar bastante o partido." Ele disputou a Prefeitura de Londrina em 2012.
Se analisadas individualmente, algumas siglas alcançaram números expressivos com a adesão de novos integrantes a partir de trabalhos específicos em busca da expansão. Nessa linha, os destaques foram o PRB e o PSD, com crescimentos em Londrina e no Paraná. O presidente do PRB municipal, vereador Emanoel Gomes, disse que houve intensificação do contato pessoal com os eleitores, especialmente no ano passado. "Começamos a trabalhar com as comunidades em todas as regiões. Percebemos que as pessoas tinham a visão do político que ganha a eleição e depois some, mas a proposta do PRB sempre foi continuar perto de todos."
O líder estadual do PSD, deputado federal Eduardo Sciarra, atribuiu o aumento à mobilização que o partido vem fazendo. "Temos a meta de chegar a mais de 45 mil filiados no Paraná até o dia 15 de outubro." Ele explicou que o PSD está em campanha de filiação e oferece incentivos para os seus representantes locais. "Se uma comissão provisória consegue filiar determinado número de eleitores da cidade ou mostra uma participação importante nas eleições ela pode se tornar um diretório, por exemplo."
Outro partido que se destacou na evolução dos seus quadros foi o PPL, em níveis estadual e nacional. Em entrevista à FOLHA, o presidente estadual da sigla, Mário Baccelar, explicou que está em curso uma campanha para atingir ao menos 100 mil filiados em todo o Brasil. Ele negou que a busca por novos integrantes possa desembocar na menor qualidade da participação política. "Nos preocupamos com a identidade do novo filiado, deixamos claro que o que queremos é que sejam valorizados os interesses coletivos e não os individuais."



