''É evidente que o PT seria nossa coligação preferencial, mas não sendo possível porque eles têm candidato próprio, e isso é legítimo, faz parte do jogo político, queira Deus que nós estejamos juntos no 2º turno'', declarou a deputada estadual Elza Correia (PMDB). Com suas pré-candidaturas já firmadas e declaradas, tanto a deputada quanto o prefeito Nedson Micheleti (PT) participaram ontem do lançamento do Projeto Povo e da assinatura da ordem de serviço para ampliação do abastecimento e tratamento de água e coleta de esgoto em Londrina, que teve também a presença do governador Roberto Requião (PMDB).
Nedson salientou que ''em Londrina teremos um 2º turno'' e que isso precisa ser levado em consideração. ''No 1º turno, os partidos colocam seus projetos e no 2º turno os projetos semelhantes se unem, como já aconteceu na minha eleição passada para prefeito, que o PMDB apoiou, e também com o Requião no 2º turno, que o PT o apoiou'', relembrou.
A deputada citou que o PMDB tem conversado com vários partidos, porém, ainda não firmou nenhuma coligação. ''Não há nomes de partidos porque estamos ainda em processo de conversação, mas não existe restrição a nenhum partido'', citou. Ela se disse confiante em relação ao voto da população. ''Tem a questão de que uma mulher pela primeira vez será candidata e elas têm sim que participar da experiência do Executivo'', acrescentou.
A pré-candidata do PMDB disse que vai trabalhar a campanha entre os eleitores indecisos e os que rejeitam os adversários. ''Vamos trabalhar com ética e lisura. Não podemos deixar acontecer a volta do retrocesso, da impunidade e da corrupção'', disse.
O prefeito Nedson preferiu não falar sobre possíveis coligações. ''O partido é que está vendo isso, estou concentrando meu trabalho na administração. Avalio que o voto em mim nessa eleição vai ser dado em função da avaliação que a população tem do meu governo'', apontou.
Afirmando estar em Londrina apenas como governador do Estado, Requião não quis comentar sobre a campanha do partido para as próximas eleições. ''Não estou aqui como membro do partido. Que Londrina resolva o seu problema e que os partidos tomem as suas definições'', se limitou a comentar.

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