A deputada estadual Elza Correia (PMDB), que disputou as eleições para a Prefeitura de Londrina no dia 3 de outubro, garantiu ontem à Folha, que deve se candidatar ao cargo em 2008. Entre os oito candidatos que disputaram o primeiro turno, Elza ficou na quinta colocação, com 7.366 votos (2,76%).
''A gente tem que traçar metas na vida pública. Nasci nesta cidade, fui inovadora em tantas coisas em questão de gênero, represento as mulheres e acho que seria interessante uma reflexão das mulheres da cidade de Londrina sobre a importância da nossa participação no Executivo municipal'', justificou.
Elza afirmou que tirou lições da sua primeira candidatura a chefia do Executivo e que não considera o resultado das urnas uma derrota, mas uma constante batalha. ''Acho que não mudaria nada na campanha. Talvez o que tenha me prejudicado foi o fato de que o pessoal que fez o primeiro mês de campanha, colocou uma Elza que parecia que não tinha propostas. Tenho um comportamento firme, determinado, e o pessoal que estava fazendo minha campanha não mostrou esta Elza'', criticou, sem citar nomes. ''Talvez deveria ter me imposto mais porque conheço a cidade. Talvez o que eu tinha que fazer era definir os caminhos que eu desejava seguir em uma campanha, colocando nos eleitores um pouco do meu pensar. Vou terminar o meu mandato com dignidade, e continuamos firme, continuo no front'', avisou.
Apesar de anunciar seus planos futuros para a política londrinense, Elza deverá atuar ainda neste segundo turno. Ontem, ela almoçou com o governador Roberto Requião (PMDB) e comunicou sua decisão de apoiar o candidato à reeleição Nedson Micheleli (PT). ''Eu reafirmei a declaração de apoio ao Nedson no sentido de formarmos uma grande frente de oposição ao (Antonio) Belinati (PSL). Ele (Requião) elogiou a minha postura e acatou imediatamente este apoio. Agora vamos estar pensando de que maneira vamos articular este apoio. O partido deve entrar na campanha'', defendeu. ''Havia um acordo que o PT me apoiaria se eu fosse para o segundo turno e que PMDB apoiaria o PT se o Nedson fosse. Tínhamos conversado isso antes das eleições e o acordo deve ser mantido.'' Elza e Nedson devem se reunir amanhã.

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