Elza Correia está preocupada
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quarta-feira, 09 de abril de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A forma como o presidente da CPI do Banestado, Neivo Beraldin (PDT), está conduzindo os trabalhos da comissão tem deixado os outros membros da CPI inquietos. Embora reconheçam que o ritmo das investigações sobre o Banestado fizeram da CPI a mais atuante das cinco comissões instaladas na Assembléia, alguns parlamentares acreditam que a precipitação pode comprometer os resultados práticos da CPI.
Um episódio na sessão de depoimentos de ontem deixou os deputados contrariados. Beraldin teria colocado em votação a quebra de sigilo bancário de 11 empresas no início da sessão, sem dar o nome das empresas envolvidas. Após a aprovação, os nomes foram divulgados à imprensa.
Para a deputada Elza Correia (PMDB), a estratégia foi equivocada. ''Isso pode dar margem a que essas empresas questionem na Justiça a decisão de quebrar o sigilo. Nós não estamos contra as empresas, mas sim contra quem lesou o Banestado'', afirmou Elza, que é relatora da CPI do Banestado.
O deputado Nelson Justus (PFL) também considerou precipitada a decisão de quebrar o sigilo das empresas ainda nos trabalhos iniciais da comissão. ''Não precisamos ter pressa. A comissão tem 120 dias para apresentar resultados, e ainda podemos prorrogar esse prazo. Além do mais, nenhum dos outros membros da comissão chegou a analisar os documentos para chegarmos a uma decisão'', argumentou Justus.
Beraldin afirmou que apenas os dados coletados pelo Ministério Público já justificariam a decisão de pedir a quebra de sigilo. ''Não houve precipitação. O que já foi coletado agora aponta claras irregularidades na condução das transações realizadas no Banestado na época'', rebateu o presidente da CPI.


