Ellen Gracie promete melhorar triagem
Livre dos processos estapafúrdios, que são arquivados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concentrou-se ano passado no julgamento de demandas ''paroquiais'', de interesse individual ou corporativo. A reclamação mais frequente é sobre a demora do juiz para despachar processos judiciais, normalmente apresentada pelo interessado na causa.
O CNJ também foi o destinatário de queixas sobre irregularidades em concursos públicos, funcionamento de cartórios e pagamento de vantagens salariais a juízes. Nos anos anteriores, provocou duas batalhas importantes: a proibição do nepotismo e a limitação do salário dos desembargadores ao teto salarial do funcionalismo, atualmente de R$ 24.500.
A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, disse que em 2008 haverá uma triagem mais rigorosa das causas que irá julgar. ''O conselho não pode deixar de apreciar (os pedidos que recebe). Vamos fazer uma reforma no regimento (interno) que reduzirá o número de demandas'', disse.
Conselheiros ouvidos pela reportagem confirmaram a pressão por demandas corporativas, mas negaram que o órgão esteja cedendo a ela. ''Cabe ao conselho estar atento e saber distinguir o que é de interesse público e o que é paroquial ou corporativo. Temos a responsabilidade de resistir, não ser seduzido pelo canto da sereia'', disse o advogado e membro do CNJ Técio Lins e Silva.





