Os seis deputados londrinenses eleitos - dois estaduais e quatro federais - gastaram juntos quase R$ 3 milhões na campanha. A campanha mais cara foi a do deputado federal reeleito Alex Canziani (PTB). Além dos R$ 1.059.145,83 arrecadados, foram gastos mais R$ 9,2 mil. Entre as despesas, se destacam os montantes despendidos com combustível, R$ 223,7 mil, e publicidade, R$ 217 mil.
Entre os eleitos, Canziani foi o que mais destinou recursos próprios para garantir a reeleição - R$ 417 mil. Ele conseguiu R$ 122,5 mil com oito empresas ligadas ao agronegócio, e R$ 112 mil da Via Serviços Integrados S/C Ltda. Canziani, que é membro da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, também angariou R$ 38,9 mil em doações com quatro empresas do setor.
Para o deputado, a prestação de contas destas eleições, foram mais ''realistas''. Canziani justificou os gastos de campanha que representam quase o dobro do total de salários de um deputado federal nos quatro anos de mandato, argumentando serem doações. ''Não é meu (o dinheiro). Na verdade são empresas, pessoas que acreditam no nosso trabalho e que nos ajudaram. Quem gastar isso do bolso não sei como vai tirar depois'', disse.
Já a campanha do também deputado federal reeleito Luiz Carlos Hauly (PSDB), direcionou quase a metade dos recursos para publicidade. Dos R$ 1.008.606,43 arrecadados, foram utilizados R$ 1.008.301,01, sendo que mais de R$ 570 mil em publicidade. O tucano também utilizou R$ 206 mil com pessoal e alimentação.
Hauly é o único deputado londrinense eleito que teve a campanha integralmente financiada por pessoas jurídicas. Somente seis empresas garantiram R$ 540 mil para o candidato. A Nortox S/A, Instituto Brasileiro de Siderurgia, Bolsa de Mercadorias e Futuros e Urucum Mineração S/A, doaram cada uma, R$ 100 mil. A A Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer) e a Klabin S/A, destinaram R$ 70 mil cada.
A prestação de contas do deputado federal eleito André Vargas, mostra que os principais financiadores da sua campanha foram pessoas físicas. Ele arrecadou R$ 272.924,14, e gastou R$ 294.306,12. Entre as doações, chama a atenção os R$ 30 mil registrados em nome de Luiz Fernando Wolff de Carvalho, que seria membro do conselho de administração da Empresa Concessionária de Rodovias do Sul S/A (Ecosul), com sede no Rio Grande do Sul. No atual mandato de Vargas, como deputado estadual, ele presidiu a CPI do Pedágio. ''É um empresário amigo meu de Curitiba'', disse inicialmente o deputado.
Perguntado se não se sentia desconfortável com a doação, ele argumentou ter conhecimento apenas de uma construtora em nome de Carvalho. ''Só sei que ele é dono da Construtora Triunfo, mas acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra (a doação e a ligação com a Ecosul). E tem outra, é uma doação legal'', justificou. Mais de 200 pessoas também contribuíram para a campanha de Vargas, entre elas cerca de 20 membros da prefeitura de Londrina que juntos doaram - através da compra de produtos ou participação em eventos - mais de R$ 5 mil.
Vargas dedicou a maior parte dos recursos arrecadados para a publicidade (R$ 97 mil) e com pessoal, incluindo transporte e alimentação (R$ 73 mil). O déficit de R$ 21.381,98 será pago pelo candidato. ''Toda dívida de campanha vai ser paga com o dinheiro do candidato'', assegurou Vargas.
Dos federais paranaenses, Barbosa Neto (PDT), declarou ter feito a campanha mais modesta. O pedetista arrecadou R$ 181.475,50 e somou R$ 181.475,36 de despesas. Ao contrário do seu companheiro de Câmara dos Deputados, os maiores doadores da campanha de Barbosa foram pessoas jurídicas. Seis empresas totalizaram uma doação de R$ 112,3 mil. As maiores doações foram da Unimed do Estado do Paraná, R$ 50 mil, e da União Norte do Paraná de Ensino S/C Ltda., R$ 40 mil. O PDT também encaminhou R$ 25 mil.
As maiores despesas da campanha de Barbosa, foram com publicidade, R$ 70,2 mil, e pessoal, R$ 28,6 mil.

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