Curitiba - Quatorze dos 17 peemedebistas eleitos deputados estaduais decidiram ontem apoiar a candidatura do vice-governador reeleito Orlando Pessuti à presidência do PMDB do Paraná. ''Achamos que o Pessuti é uma boa alternativa. Mas é claro que ainda precisamos consultar outras pessoas, inclusive o próprio governador (Roberto Requião)'', explicou o secretário-geral da sigla e deputado estadual eleito Luiz Cláudio Romanelli. A eleição está prevista para o dia 17 de dezembro. Na data será realizada uma reunião do diretório estadual - que conta com cerca de 70 membros - para eleger a comissão executiva da sigla, composta por nove cargos, incluindo o presidente.
O novo presidente irá substituir o deputado estadual reeleito Dobrandino da Silva - que teve diversas divergências políticas com dirigentes do partido durante a condução do processo eleitoral. Dobrandino foi contra a aproximação entre o PT e o PMDB. Ele mesmo chegou a apoiar, no primeiro turno, a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência da República. Ontem o parlamentar comentou que o novo presidente deverá ''ter tempo para percorrer o Estado''. ''O presidente não pode ter mandato. Precisa ser alguém que fique liberado para cuidar do partido'', afirmou Dobrandino, acrescentando que, além do vice-governador, o ex-secretário de Estado Renato Adur também está sendo cotado para a vaga.
Os eleitos não chegaram num consenso sobre o nome do peemedebista que irá disputar a presidência da Assembléia Legislativa, em fevereiro do próximo ano. A decisão tomada ontem foi a de que o partido ficará unido para a disputa da presidência. ''A bancada vai estar absolutamente unida, articulada'', prometeu Romanelli, que já está marcando reuniões internas com integrantes do PT, PSDB, PT e PV. A intenção é buscar um nome de consenso entre as bases de sustentação do governo Requião.
Os eleitos fizeram ainda um debate sobre o resultado do segundo turno das eleições. ''O nível de abstenção foi extremamente alto. A diferença entre os dois candidatos foi baixa. Isso nos faz pensar sobre os erros cometidos. Sobre os motivos que nos fizeram perder votos dentro de setores que investimos como as cooperativas. Perdemos votos entre o funcionalismo público. Talvez seja a hora de fazermos uma gestão mais democrática das políticas públicas. Temos que ter mais diálogo com a sociedade civil organizada'', arriscou Romanelli.
Para 2008, os peemedebistas querem fortalecer o partido. Principalmente nos municípios em que Osmar Dias teve votação expressiva. O PMDB vai buscar filiar novas lideranças de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel. Existe a possibilidade de ter candidatura própria também em Curitiba. ''Com bons prefeitos, teremos mais chances de fazer o novo governador em 2010'', analisou ele. (Colaborou Catarina Scortecci)

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