Eleitores estão preocupados com eleição
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Leandro Donatti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A matéria especial publicada na edição de domingo pela Folha, sobre como anda a memória do eleitor, repercutiu muito no Paraná. Foi a matéria mais acessada pelos internautas no site do jornal www.bonde.com.br/folhadelondrina.
A Folha mostrou como cada deputado estadual e federal votou em alguns temas polêmicos como a implantação do pedágio; a venda da Copel, processo que acabou não se consumando por decisão do governo estadual; e a privatização do Banestado. Para os federais, os temas foram a CPI da Corrupção e as alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Muitos eleitores ligaram para a redação do jornal dando opiniões e parabenizando pela iniciativa. Um dos leitores, inclusive, copiou a matéria do site da Folha e passou a distribuí-la pela internet. A repercussão foi tanta que a Folha resolveu ir às ruas ouvir a opinião dos eleitores (ver ao lado). Até para saber se votações polêmicas têm repercussão nas urnas.
Na tabela publicada, porém, houve algumas imprecisões. Augustinho Zucchi (PDT), por exemplo, votou contra pedágio, Copel e Banestado e não a favor como foi publicado. Tiago Amorim (PTB), assassinado no final do ano passado, e Tony Garcia (PPB) foram contra a venda da Copel. Já Fernando Carli (PPB), que na tabela aparece contra, foi favorável.
Waldyr Pugliesi (PMDB) não poderia ter votado a favor da instituição do pedágio nas rodovias, porque quando a matéria estava em discussão em plenário, em 1997 e em 1998, era prefeito de Arapongas. Nereu Moura (PMDB) tambén alegou ontem que não votou a favor do pedágio. Beto Richa (PSDB) estava licenciado quando da votação da Copel, não podendo ter votado a favor da venda da estatal. Ele foi eleito vice-prefeito de Curitiba em 2000.
Tony Garcia, que na tabela aparece como contra a venda do Banestado, alega que não participou da análise do projeto que originalmente previu a privatização. Bem como Moysés Leônidas (PPB) e Antonio Carlos Belinati (PSL). A matéria da Folha, entretanto, não tem como ponto de referência o projeto original da privatização, quando os deputados ainda não haviam sido eleitos, mas de votação ocorrida no primeiro semestre de 1999 quando os parlamentares da base governista saíram vitoriosos no encaminhamento.
O mesmo ocorre com a Copel. O que foi explorado na matéria da Folha, rememorando votações polêmicas, foi a votação do projeto de iniciativa popular que tentou revogar a lei que autorizou originariamente a privatização.
A Folha esclarece ainda que alguns erros foram de ordem técnica, ao se fechar a tabela, havendo por exemplo confusão na hora do cruzamento. Outros, entretanto, foram de fonte pois a presidência da Assembléia Legislativa não respondeu a ofício encaminhado pela reportagem, pedindo uma posição oficial dos parlamentares nas votações, praticamente uma semana antes da publicação da matéria.


