Curitiba - Cerca de 2,5 mil eleitores de Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba, testaram ontem o processo de votação que deve ser implementado em todas cidades brasileiras até 2018. O município foi único do Paraná escolhido para utilizar, na eleição de outubro, o sistema biométrico que possibilita a identificação do eleitor por meio da leitura de impressões digitais. Durante todo o dia de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) organizou uma simulação do dia das eleições para que os eleitores se habituassem ao processo e possíveis falhas fossem corrigidas.
Ainda cedo, quando poucos eleitores já tinham feito a simulação, quase metade deles não conseguiu completar o processo porque o leitor biométrico não reconhecia as digitais, apesar de terem sido cadastrados no sistema quatro dedos de cada pessoa. No caso do reconhecimento falhar, o eleitor precisa apresentar um documento com foto.
''O objetivo da simulação é justamente evitar esse tipo de problema de reconhecimento. Aparentemente os aparelhos estão muito sensíveis, mas isso será corrigido até o dia das eleições. Tudo está sendo cronometrado e faremos relatórios sobre a experiência para evitarmos qualquer problema de atrasos e filas na votação'', explicou a juíza eleitoral do TRE-PR, Nilce Regina Lima.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve definir em novembro como será a implantação do sistema para as próximas eleições. A ideia é levar gradativamente das cidades menores para as maiores até atingir todos os municípios em 2018. A vantagem da biometria é a segurança e confiabilidade, evitando que alguém se passe por outra pessoa para votar. A tecnologia foi utilizada pela primeira vez nas eleições de 2008 em três municípios. Neste ano, ela será implantada em 60 cidades de todo o Brasil.
O funileiro Augusto Rodrigues, 57 anos, achou a metodologia simples. Ele foi um dos ''felizardos'' para quem o sistema funcionou e gostou de ter que assinar menos papéis. ''Achei melhor do que antes e acho que no dia vai ser mais simples ainda. E é bom saber que assim ninguém tem como votar no nosso lugar.''
Já Cassemira Wagner Falarz, 79 anos, não deu sorte. Ela não teve as digitais reconhecidas pelo aparelho e precisou mostrar a carteira de identidade para provar quem era. E apesar de não ter mais a obrigatoriedade de votar, foi a primeira da cidade a registrar as digitais para a nova metodologia. As urnas biométricas foram instaladas em dez seções eleitorais em duas escolas de Balsa Nova.

mockup