Eleitores da região central podem definir a eleição
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Os eleitores que residem na região central de Londrina deverão ser decisivos na votação do dia 31, o segundo turno das eleições municipais. Esta é a análise do professor de sociologia política da Unifil e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina, Cézar Bueno.
A afirmação do professor se fundamenta no mapeamento dos votos do primeiro turno, realizado dia 3, e que definiu Antonio Belinati (PSL) e Nedson Micheleti (PT), para a segunda etapa das eleições. Pela pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket, para a Folha de Londrina e TV Tarobá, entre os dias 7 e 8, Belinati tem 44,1% das intenções de voto e Nedson, 36,9%. Se considerados os 4,1 pontos percentuais para mais ou para menos de margem de erro da pesquisa, os dois candidatos estão no limite do empate técnico.
''A cidade de Londrina hoje tem dois campos e quem vai definir a eleição diante do processo de polarização será o centro da cidade, que terá um peso significativo na definição. Belinati cercou-se das classes populares e o Nedson avançou o que podia avançar no centro e na periferia. No centro há um índice grande de abstenção ou pessoas que ainda não optaram pelo chamado voto útil'', justificou Bueno. Esse percentual de eleitores citado pelo professor seria principalmente o que votou no tucano Luiz Carlos Hauly, que obteve no primeiro turno 43,01% quase 13 mil votos na 42 Zona Eleitoral, que compreende grande parte da área central da cidade. Nesta zona, Nedson ficou em segundo, com 29,23% dos votos e Belinati, em terceiro, com 13,96%.
Na 41 Zona Eleitoral, formada por parte da área central e região leste, os três candidatos praticamente empataram na preferência do eleitor. Nedson teve 29,73% dos votos, seguido por Belinati com 27,94% e Hauly, com 27,56%. ''Os eleitores que votaram no Hauly não decidiram ainda. No centro da cidade existe uma rejeição muito grande ao Belinati e a incerteza em relação a continuidade do governo Nedson'', analisou Bueno, que acredita que o apoio de Hauly ao candidato à reeleição poderá ser decisivo. ''Acho que ajuda muito (o apoio). Não significa que o apoio irá transferir os votos porque a capacidade de transferência de votos é muito pequena, mas o fato simbólico produz resultados que podem definir a eleição favoravelmente ao Nedson'', avaliou. ''Se o Hauly não fizer opção pró-Nedson, indiretamente contribui para eleição do Belinati'', concluiu.


