Rio Branco Cerca de 300 pessoas protestaram ontem em frente à delegacia de Cruzeiro do Sul, a 700 km da capital acreana Rio Branco. Os eleitores queriam que a polícia os ajudasse a cobrar uma ''dívida'' em comum: os R$ 100 pelo voto que cada um teria dado a Ronivon Santiago (PPB), eleito deputado federal.
''Parece coisa de filme'', disse o delegado José Barbosa de Moraes, que abriu inquérito para apurar o caso. Ele afirma que os eleitores são pessoas humildes que já contavam com o dinheiro. Para essas pessoas, diz o delegado, a explicação de que a venda de votos é ilegal não convence.
Quatro cabos eleitorais de Santiago que aliciavam eleitores em Cruzeiro do Sul foram presos ontem em flagrante quando estavam sendo cobrados por eleitores nos bairros Cohab e Baixa. A ''Folha'' não localizou Santiago para que falasse sobre a acusação.

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