São Paulo - A presença de uma mulher postulante à Presidência da República (Roseana Sarney) está fazendo os partidos redobrarem a atenção com as eleitoras e programas voltados para a mulher.
Para a cientista política Lúcia Avelar, professora da Universidade de Brasília, o assunto deve ganhar relevância inédita nestas eleições. ‘‘Até para contrastar com a candidata, que não necessariamente terá uma pauta feminista, os partidos vão defender e mostrar que propostas têm de interesse das mulheres’’, avalia.
De antemão, os partidos afinam o discurso para mostrar que sexo não é garantia de bom governo, mas isso não basta. O próprio PFL da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, segunda colocada nas pesquisas, está prestes a lançar uma cartilha com seu programa feminino.
O PPS ainda não preparou propostas, mas vai destacar que seu candidato, Ciro Gomes, tinha metade de seu secretariado formado por mulheres quando governou o Ceará. O PMDB começa a discutir a reserva de pelo menos 30% dos cargos de direção partidária para mulheres, embora seu presidente, deputado Michel Temer (SP), não admita no gesto relação com a candidatura Roseana.
‘‘Vamos mostrar que o PT foi o primeiro partido a adotar a cota de 30% na direção da legenda, em 1991, e tem tradição na defesa dos direitos da mulher’’, diz o deputado José Genoíno (SP).

mockup