Maioria composta por mulheres - 51,42%, contra 48,47% de homens - na faixa etária dominante entre 45 a 59 anos, com primeiro grau incompleto. Esse é o perfil médio de quem vota no sexto maior colégio eleitoral do País, o Paraná, que este ano registrou a marca de 7.601.553 votantes. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão divulgou essa semana um crescimento de 7,8% do eleitorado brasileiro, atualmente em 135,8 milhões de pessoas, na comparação com o pleito de 2006; no Estado, o índice ficou em 4%.
Londrina acompanha as estatísticas estaduais fornecidas pelo Tribunal. O eleitor local, que cresceu 3,18% em relação ao pleito de 2008 - de 341.908 para 352.796 eleitores -, é dominado por mulheres, 53,02% do total, diante de 46,88% de homens. A escolaridade que predomina entre o eleitorado local, tanto homens quanto mulheres, também é o de quem não completou o primeiro grau: 50,89% delas, 49,01% deles. Na sequência, quem possui segundo grau incompleto abocanha a segunda maior fatia do levantamento, em média 22% do universo global de votantes. As estatísticas consideram números de abril deste ano.
Já em relação a eleitores de 16 e 17 anos, faixa à qual o voto ainda é facultativo, o Paraná, diferentemente das estatísticas nacionais do TSE, registrou um aumento discreto: são 136.283 eleitores com esse perfil ao pleito deste ano, diante de 134.156 em outubro de 2008. Em abril de 2006, contudo, esse grupo chegava a 152.515 aptos a votar. No Brasil, os jovens dessas duias faixas totalizam 2,39 milhões; nas eleições gerais de 2006, esse grupo somava 2,55 milhões. Já em Londrina, os dados acompanham o Estado: são 3.953 eleitores de 16 e 17 anos no pleito 2010, contra 2.941 no de 2008.
Para o coordenador das eleições em Londrina, juiz Jamil Riechi Filho, o eleitorado da cidade reflete bem as características do eleitorado nacional - de modo que, frisa ele, os dados coletados pelo TSE são de abril. ''Esse perfil geralmente varia até a votação em outubro; de qualquer maneira, não se pode dizer que (pelo fato de a maioria não ter concluído o primeiro ou segundo graus) que é um eleitorado desqualificado'', disse, para completar: ''Podemos ter na cidade, em tese, um eleitor mais conservador, ou mais de vanguarda, mas o perfi é o mesmo que se vê no Paraná e no Brasil; é padrão''.
Por outro lado, o magistrado chama a atenção para o número que considera pouco expressivo de jovens que não precisam votar. ''É um número muito pequeno, infelizmente. A gente observa que esse público acaba se ligando mais a informações ruins que boas sobre a classe política, mas se fizermos um trabalho de base, de ir às escolas e cadastrar esses jovens, acredito que o interesse em participar do processo seja outro'', aposta.

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