O eleitor brasileiro deste ano está proporcionalmente mais velho em comparação com o das eleições municipais de 1996 e o das gerais de 1994. Em todas as faixas etárias acima de 35 anos, houve crescimento superior à média global de 4,73% nos últimos dois anos. O maior aumento foi entre os que têm mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo: há 6.070.071 eleitores nesta faixa, 15,71% a mais que o número verificado há dois anos.
Também houve crescimento elevado na faixa entre 45 e 59 anos: 8,41%, correspondendo hoje a 20.691.479 eleitores (19,50% do total). O eleitorado com mais de 35 anos corresponde atualmente a 54%. Eles representavam 50,8% nas eleições gerais de 94 e 52,3% nas municipais de 96.
Nos últimos dois anos, houve queda de 21,78% no número de eleitores com 16 e 17 anos, o que revela desinteresse de votar. O voto só é obrigatório para os que têm 18 anos completos. Nestas eleições, 1.874.612 jovens estão cadastrados.
Na segunda-feira passada, o secretário de Informática do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Paulo César Camarão, errou ao atribuir o crescimento do número de eleitores à procura dos jovens pelo título eleitoral. Ontem, ao comentar o ‘‘envelhecimento’’ do eleitorado, ele disse que muitos eleitores podem ter retirado o título de eleitor tardiamente. ‘‘Deve ter havido maior conscientização.’’
Pelos dados divulgados ontem pelo TSE, o percentual de mulheres que votam está praticamente equiparado ao de homens: 49,77% e 49,97%, respectivamente. Em números absolutos, essa diferença corresponde a 207.105 homens a mais.
Nas eleições gerais de 1994, essa diferença era quatro vezes maior: havia 878.987 eleitores a mais que o número de eleitoras. O eleitorado feminino supera o masculino no exterior, no DF e em nove estados: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. Há 47.392 eleitores fora do Brasil. Destes, 59,69% são mulheres. O percentual feminino é praticamente igual ao de 1994, quando havia 39.760 brasileiros em outros países.
Os brasileiros cadastrados para votar no exterior moram em 95 países. Os maiores colégios eleitorais fora do Brasil são os Estados Unidos, com 11.377 eleitores, a Itália, com 4.106, Portugal, com 3.621, a Argentina, com 3.479, e a Suíça, com 3.029.
O município com o menor eleitorado é Oliveira de Fátima (TO), onde apenas 599 pessoas deverão votar. Nos últimos quatro anos, a quantidade de eleitores considerados analfabetos, incluindo os que lêem e escrevem com dificuldade, caiu em números absolutos e proporcionais.
Nestas eleições, eles correspondem a 31,42% do eleitorado. Em 1994, eram 35,86%. Hoje, são 33.331.283 votantes: 659.462 a menos que nas últimas eleições.
O voto será em urna eletrônica em 537 municípios (capitais e cidades com mais de 40.500 eleitores). A votação será em cédula impressa nos outros 5.071 municípios do País.
O TSE inicia amanhã uma campanha de esclarecimento. Serão utilizados 10 minutos da programação diária no rádio e na TV para anúncios de 30 e 60 segundos. O presidente do TSE, ministro Ilmar Galvão, fará pronunciamento hoje à noite em rede nacional para anunciar a campanha. Ele incentivará o eleitor a levar uma espécie de ‘‘cola’’ com os números dos candidatos.

mockup