Eleitor tende a votar na oposição
A tendência do eleitor a escolher políticos de oposição não significa que ele esteja aberto a arriscar em nomes desconhecidos. Tanto que em todas as pesquisas o ex-governador Alvaro Dias (PDT) ocupa o primeiro lugar até agora. Tudo indica um crescimento da oposição, mas o nome que sai na frente é sempre de alguém mais conhecido, explica o socólogo Ricardo Oliveira.
Para ele, o Paraná que sempre foi marcado por ciclos de políticos aparentemente está no fim de mais um ciclo que iniciou em 1994 com a eleição de Lerner a governador. Normalmente, há uma continuidade das últimas eleições. Por isso, a tendência é que continue este crescimento da oposição verificado nas últimas eleições, diz. Ele ressalta, no entanto, que tudo vai depender das forças políticas que se agregarem ao candidato do grupo Jaime Lerner e do desempenho da esquerda no processo.
O jornalista Wianey Pinheiro também acredita que o eleitor está passando por mudanças. Ele está se qualificando mais para observar os candidatos. No caso da última eleição em Curitiba, independente de ser o grupo do Jaime (Lerner), este grupo está se revezando há muito tempo e há uma fadiga de material, diz. Isso não significaria insatisfação com a atual gestão, mas apenas um descasamento entre o candidato e a população, que propicia condições de mudanças.
Para Oliveira, tudo vai depender do desempenho da esquerda. No Paraná, ao contrário das pesquisas que apontam Alvaro Dias como favorito, ele acredita na migração de parte destes votos para Padre Roque (PT), além de um fortalecimento da candidatura de Beto Richa (PSDB). Dependendo das posições de outros oposicionistas, como Rubens Bueno (PPS) e do senador Roberto Requião (PMDB), que tende a sair como candidato ao Senado, segundo ele, as eleições para o governo do Estado podem acabar num segundo turno entre Padre Roque e Beto Richa.(M.G.)





