Coordenador da campanha de Gleisi Hoffmann (PT), Leones Dall’Agnol considera que houve amadurecimento por parte do eleitor, que passou a obter informações sobre os candidatos por outros meios, como as mídias sociais e a imprensa. "O eleitor recebe as informações em casa", avalia.
Para ele, os comícios eram viáveis quando era permitido aos políticos levar artistas para o palco. "Aí, conseguia levar gente (para os comícios), mas percebe que não tem força para mobilizar seu eleitor", explica.
A equipe de campanha de Roberto Requião (PMDB) afirma que não houve comícios porque não há presidenciável que justifique um evento do tipo – o partido concorre na chapa de Dilma com o vice Michel Temer –, além de restrições orçamentárias que impedem gastos altos.
Coordenador geral da campanha do candidato à reeleição Beto Richa (PSDB), o deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) disse que acredita não haver mais "clima" para a realização de comícios. Segundo ele, a população não tem mais interesse em participar desse tipo de evento. "É uma tendência natural. A campanha na televisão já acaba preenchendo essas questões", afirmou.
O parlamentar falou ainda que a equipe de Beto prefere hoje realizar reuniões, algumas maiores e outras menores, com públicos mais segmentados, em diferentes localidades do Estado, onde é possível ouvir as propostas das pessoas e debater com mais clareza. "(Essas reuniões) São mais produtivas, porque focam naquilo que está dentro da linha de cada segmento", explicou. (L.F.W. e Mariana Franco Ramos/Reportagem Local)

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